Numa curta entrevista ao Zero Hora, o negociador brasileiro na conferência sobre o clima que acontece em Montreal, no Canadá, diplomata Luiz Alberto Figueiredo, deixa clara a burrice da posição brasileira nesta discussão. Posa de bom moço, como se nosso país não tivesse problemas com desmatamento e queimadas, e diz que o efeito-estufa é um problema dos países desenvolvidos, o que é verdade apenas em parte. Diz ainda que o Brasil quer dinheiro para reduzir suas emissões de carbono na atmosfera e conta uma mentirinha, afirmando que nossa diplomacia está trabalhando de perto com os países africanos que propõem trocar dinheiro para manter suas áreas de floresta de pé. Nossos diplomatas detestam a idéia. Acham que ela atenta contra a soberania nacional. No fundo, o governo daqui quer distância dessa discussão toda.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Manifestação pressiona Paes a criar novas áreas protegidas no Rio antes de saída da prefeitura
Projeto de decreto que cria Corredor Azul, com quatro novas unidades de conservação que conectam os parques da Pedra Branca e da Tijuca aguarda assinatura do Executivo municipal →
Ponte do Futuro rasga habitat de primatas ameaçados na Paraíba
Governo da Paraíba ignora alternativas de traçado e desmata área-chave para sobrevivência de macaco-prego-galego e outras espécies sob risco de extinção →
Avanço do desmatamento em restingas da Mata Atlântica preocupa ambientalistas
Mais de 70% do desmatamento registrado neste ecossistema entre 2023 e 2024 aconteceu no Ceará, mostra estudo. Expansão imobiliária e agricultura são vetores →
