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A pergunta que não quer calar

Reportagem da revista alemã Der Spiegel levanta uma questão que já devia estar nos noticiários há tempos: como é que corredores e ciclistas vão conseguir competir no ar funesto de Pequim, onde se realizam as próximas Olimpíadas? Como? Como? Para o pesquisador norte-americano David Streets, que publicou recentemente um estudo sobre o assunto, os atletas estarão expostos a sérios malefícios à saúde causados pela poluição do ar ao menos que haja redução substancial de emissões de automóveis e usinas térmicas a carvão. Um médico local ouvido pela revista recomenda que exercícios físicos sejam realizados somente em locais fechados. Quem disputa provas de resistência, como as maratonas, inala por volta de 150 litros de ar por minuto – mais de dez vezes o que inspira um funcionário sedentário de escritório. O ozônio e a poeira fina podem causar inflamações no sistema respiratório. “Eu não esperaria nenhum recorde mundial na maratona de Pequim”, diz na reportagem Marco Cardinale, médico que aconselha o Comitê Olímpico de Pequim.

Redação ((o))eco ·
28 de junho de 2007 · 19 anos atrás

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