A Carta de Curitiba, documento aprovado por aclamação durante a 1ª Conferência Nacional de Unidades de Conservação para a Biodiversidade (UCBio), será encaminhada a autoridades dos três Poderes como um alerta sobre a situação das unidades de conservação brasileiras. Aprovado por mais de 700 participantes reunidos em Curitiba (PR), entre os dias 7 e 9 de junho, o texto defende medidas urgentes para fortalecer a proteção dessas áreas e sintetiza seu principal recado na frase: “Já que a biodiversidade não fala, nós falamos por ela”.
O documento foi elaborado ao final da conferência, promovida pela Rede Nacional Pró Unidades de Conservação em parceria com a Associação Caatinga, e será enviado à Presidência e à Vice-Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), aos ministros da Corte, à Casa Civil, aos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça, às presidências do Senado e da Câmara dos Deputados, ao ICMBio, Ibama, Funai, Ministério Público Federal, Tribunais Regionais Federais, governadores e assembleias legislativas estaduais.
Segundo os organizadores, a carta busca chamar a atenção para o cenário considerado crítico das unidades de conservação, especialmente as de proteção integral, como parques, reservas biológicas e estações ecológicas, mais restritas aos usos e impactos humanos. O documento pede o aumento de criação de UCs de proteção integral e que os Poderes Executivo e Legislativo assegurem orçamento suficiente para a gestão efetiva dessas áreas formalmente protegidas.
A conferência marcou a retomada de um grande encontro nacional dedicado ao tema, oito anos após a última edição do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação. A cobertura completa do evento, realizada por ((o))eco, pode ser conferida aqui.
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