Cinco anos depois de ser redescoberta pelos amantes de esportes radicais, a região da Serra Fina já começa a sentir os efeitos da visitação desordenada. Estrategicamente posicionado na divisa entre Rio, São Paulo e Minas Gerais, o ponto culminante da serra da Mantiqueira, com 2.797m – batizado de Maciço Alcalino de Passa Quatro – tem recebido muito mais gente do que a estrutura de conservação da área tem capacidade. Aliás, as preciosas formações rochosas, parecidas e vizinhas às montanhas do Parque Nacional de Itatiaia, são tão somente Área de Preservação Ambiental. Merecem mais do que isso. Além de apresentar uma bela vegetação de campos de altitude, com bambus, bromélias, turfeiras e bonsais, a altitude permite a formação de uma paisagem rara em terras brasileiras: placas de gelo incrustadas nas rochas e nos espelhos d’água, no inverno. O frio é um detalhe à parte. Há registro de incidência de 13,5 graus negativos. Os desafios e a beleza de um ponto ainda preservado entre as três maiores cidades do país podem ser conhecidos na reportagem Muito além dos 2797 m., publicada aqui mesmo em O Eco.
Leia também
Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil
pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas →
Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025
Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV →
O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática
Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades →



