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Ambiente marinho modificado

Estudo recém apresentado na Universidade de São Paulo (USP) indica que a intervenção humana em ambientes marinhos e os altos níveis de contaminação fecal das águas estão impactando o metabolismo de bactérias importantes para a manutenção do ecossistema do mar. Fruto da tese de doutorado da pesquisadora Claudiana Paula de Souza-Sales, o estudo indicou que, nestes ambientes,  as bactérias quitinolíticas - responsáveis por produzir a enzima quitinase, principal componente no processo de degradação da quitina – têm maior capacidade de degradação. Por outro lado, elas têm a variedade significativamente reduzida. O estudo contemplou três áreas da região costeira do estado de São Paulo com diferentes níveis de intervenções humanas: Baixada Santista, canal de São Sebastião e Ubatuba. Na Baixada, onde a presença de poluição doméstica e industrial é muito grande, mais de 78% das bactérias encontradas pertenciam a um único gênero. A notícia é boa para a agricultura, já que as bactérias quitinolíticas têm diversas aplicações no setor, mas péssima para o meio ambiente. A redução da diversidade e a superprodução de enzimas podem alterar drasticamente o ecossistema marinho.  

Redação ((o))eco ·
9 de setembro de 2009 · 17 anos atrás

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