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SEEG aponta 37 caminhos para reduzir emissões de metano no Brasil

Agropecuária, resíduos, florestas e energia estão entre os setores contemplados por caderno com soluções para reduzir as emissões de metano, gás 28 vezes mais potente que o CO₂

Redação ((o))eco ·
18 de agosto de 2026
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O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, lança nesta terça-feira (18) um caderno com 37 soluções para reduzir as emissões de metano no Brasil. O documento reúne medidas voltadas aos principais setores responsáveis pelas emissões e aponta ações de planejamento, financiamento, governança, operação e monitoramento.

O metano (CH₄) é 28 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO₂) para o aquecimento do planeta em um período de 100 anos. Por permanecer menos tempo na atmosfera do que o CO₂, a redução das emissões de metano é considerada uma das medidas com potencial de produzir efeitos mais rápidos sobre o ritmo do aquecimento global.

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Segundo cálculos do SEEG, o Brasil lançou 21 milhões de toneladas de metano na atmosfera em 2024. A agropecuária respondeu por cerca de três quartos desse volume. As emissões brasileiras estão entre as maiores do mundo e, apesar de o país ter aderido ao Compromisso Global de Metano durante a COP26, em Glasgow, em 2021, os números seguem em trajetória de alta ao longo das últimas décadas.

O setor de resíduos aparece em segundo lugar, com 3,3 milhões de toneladas de metano emitidas em 2024, o equivalente a 16% do total nacional. Aterros sanitários e lixões responderam por 68% dessas emissões. Na mudança de uso da terra e florestas, foram emitidas 1,14 milhão de toneladas de metano em 2024, ou 5,5% do total brasileiro. Segundo a contabilidade oficial, o fogo é o único processo responsável pelas emissões do setor. A energia foi responsável por 530 mil toneladas de metano, cerca de 2,6% das emissões nacionais. Mais da metade veio da cocção residencial, enquanto 27% esteve relacionada à produção de combustíveis.

“Já estamos ultrapassando o limite de aquecimento global estabelecido no Acordo de Paris e sentimos as consequências pelo planeta. Reduzir o metano é uma ação crítica para retornar à normalidade climática. Temos à disposição um amplo conjunto de soluções para fazer isso, mas o Brasil precisa transformar esse conhecimento em ação coordenada e com escala”, afirma David Tsai, coordenador do SEEG.

A publicação também responde a um chamado feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) em junho para que os países ampliem os esforços de redução do metano. Para a organização, o corte dessas emissões está entre as oportunidades mais rápidas, baratas e eficazes para desacelerar o aquecimento global no curto prazo. O documento destaca, porém, que o gás ainda recebe menos atenção nas políticas climáticas do que sua contribuição para o aquecimento justificaria.

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