Cem brasileiros de todas as regiões e com diferentes perfis socioeconômicos, étnicos e culturais foram questionados este fim de semana, em São Paulo, sobre assuntos ligados ao aquecimento global. Eles sugerem que o acordo final do encontro de Copenhague, em dezembro, leve à criação de um fundo mundial para financiar tecnologias e reduzir a emissão de gases do efeito estufa, prover educação sobre mudanças climáticas, que o Brasil e o planeta tenham metas para redução de emissões e que o consumo de combustíveis fósseis seja sobretaxado.
Conforme a consulta, cerca de nove em dez entrevistados vêem nas mudanças do clima uma questão urgente e querem um acordo climático como resultado do encontro no fim do ano. Também querem metas diferenciadas para quem emite mais gases estufa. Sobre adaptação às mudanças climáticas, 23% acham que o preço dos combustíveis precisa ficar mais caro. Quarenta e três por cento, porém, consideram que essa medida deve valer apenas para os países que queimam mais combustíveis fósseis e emitem mais poluentes.
A consulta aconteceu simultaneamente em 39 países e faz parte do projeto Visões Globais do Clima, criado pelo Comitê Dinamarquês de Tecnologia. Aqui, a pesquisa foi organizada pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVCes).
Para o levantamento, os participantes foram divididos em grupos, assistiram a quatro vídeos sobre mudanças climáticas e os principais temas envolvendo as negociações internacionais no setor. Cada exibição foi seguida de discussões e perguntas.
“O que chamou a atenção foi o engajamento das pessoas no debate dos temas. Nas mesas, podia-se ver um professor universitário e uma empregada doméstica discutindo a questão dos combustíveis fósseis no contexto da mudança do clima, a partir das informações exibidas no vídeo”, ressaltou em nota Michelle Muhringer, coordenadora do projeto Visões Globais do Clima pelo GVces.
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