Notícias

O ar de nossas cidades

Há poucos dias, a Nasa divulgou um novo vídeo sobre as emissões de monóxido de carbono (CO) em todo o mundo, captadas pelo satélite AIRS entre janeiro de 2007 e janeiro de 2008. Não por acaso, o texto que acompanha o vídeo é chamado “Poluição local, consequências globais”. 

Redação ((o))eco ·
9 de outubro de 2009 · 17 anos atrás

Há poucos dias, a Nasa divulgou um novo vídeo sobre as emissões de monóxido de carbono (CO) em todo o mundo, captadas pelo satélite AIRS entre janeiro de 2007 e janeiro de 2008. Não por acaso, o texto que acompanha o vídeo é chamado “Poluição local, consequências globais”. O gás produzido em regiões específicas, principalmente áreas urbanas e industriais, se move de acordo com as circulação do vento, impactando não só seu local de origem, mas também as áreas que estão em sua rota de transporte atmosférico.

A animação, narrada pelo pesquisador Wallace McMillan, professor de física da Universidade de Maryland e membro da equipe da Nasa, destaca a China como a maior fonte industrial urbana de CO. A Cidade do México também ganha destaque, não por seu potencial poluidor, mas porque apresenta rastros do gás devido à sua localização e altitude. “O exame cuidadoso da animação revela várias outras cidades e áreas urbanas como grandes emissores”, explica McMillan

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



O CO é um gás incolor e inodoro que resulta da queima incompleta de combustíveis de origem fóssil, como a gasolina e o diesel. Por isso, ele é encontrado em maiores concentrações nas cidades com intensa circulação de veículos. Levantamento realizado pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb), por exemplo, mostrou que motos podem emitir até 5,5 gramas do poluente por quilômetro rodado, número sete vezes maior do que as emissões de carros de passeio movidos à gasolina. No início do ano, montadoras foram obrigadas a diminuir em 50% a emissão deste poluente. O monóxido de carbono pode causar doenças cardíacas e pulmonares quando inalado em excesso.

As medições da Nasa foram feitas entre 500 metros a ½ quilômetro da superfície da terra e são representadas em partes por bilhão. O satélite AIRS é de altíssima resolução. Ele faz até 324 mil observações diariamente, em quadrantes de até 45 quilômetros.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
22 de maio de 2026

IPAM e UNODC lançam guia para proteção de terras indígenas

Documento defende o protagonismo indígena na proteção territorial e reúne práticas para enfrentar invasões, garimpo e desmatamento ilegal

Reportagens
22 de maio de 2026

Racismo ambiental: quem fica de fora da discussão climática no Brasil?

Agendas como a transição energética e planos climáticos avançam sem incluir populações periféricas, indígenas e tradicionais nas decisões

Notícias
22 de maio de 2026

Mudanças climáticas encurralam aves nas montanhas da Chapada Diamantina

Aumento da temperatura global pode comprometer a sobrevivência de espécies de distribuição mais restrita ao topo das montanhas, como o beija-flor-de-gravata-vermelha

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.