Pesquisadores da Universidade de Berkeley, Califórnia, estão a um passo de criar uma bactéria capaz de produzir diretamente biodiesel a partir da fermentação de resíduos de produtos agrícolas, como folhas de milho e restos de madeira, a chamada biomassa. Para conseguir essa façanha, os pesquisadores fizeram modificações genéticas em uma bactéria muito conhecida dos humanos, a E.coli, que faz parte da flora intestinal e é uma das principais causadoras de infecção de urina nos mais despreocupados com a higiene pessoal. Ao receber genes de bactérias que sintetizam celulose, a E.coli se tornou capaz de produzir biodiesel diretamente de seus processos biológicos, não sendo necessárias outras etapas de destilação ou purificação, como hoje ocorre com o biodiesel produzido por algas. Segundo os pesquisadores da Berkeley, a nova bactéria só alcançou 10% de seu rendimento até agora. No entanto, este é um passo muito importante para a criação de novas fontes de produção de combustível. O estudo foi publicado na revista Nature no último dia 27.
Leia também
Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas
Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central →
Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar
Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha →
Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo
O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha →



