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Asfalto permeável

São Paulo começa a estudar asfalto poroso para diminuir problema de enchentes. Limitações em suas características ainda impedem uso extensivo do material.

Redação ((o))eco ·
6 de abril de 2010 · 12 anos atrás

Já está em fase de testes pela Universidade de São Paulo (USP) um asfalto permeável que pode diminuir a ocorrência de enchentes na capital paulista. Desenvolvido pela USP em parceria com a prefeitura da capital paulista, o asfalto de concreto poroso permite que a água seja absorvida e fique armazenada em uma camada de 35 centímetros de pedra abaixo da superfície. A água, armazenada temporariamente no espaço vazio entre as pedras, vai aos poucos saindo por um sistema de drenagem. O pavimento está sendo testado em uma área de estacionamento de 1600 metros quadrados. Ele ficará sob observação durante todo este ano, período em que serão avaliados a capacidade de armazenamento, retenção, desgaste, quantidade de poluentes absorvidos, melhorias na manutenção e limpeza do material.

Apesar da boa notícia, o asfalto permeável ainda tem suas limitações. Por ser frágil, o material não suportaria tráfego pesado e repetitivo de veículos. Outro problema é que ele ainda não pode ser usado em regiões enlameadas, por perigo de entupimento dos poros. Por esses motivos, a idéia da prefeitura é usar o material em áreas de estacionamento, principalmente de supermercados e hipermercados, como método auxiliar de drenagem da água. Felizmente, o poder municipal admite que o pavimento permeável não é a solução para os problemas de alagamento em São Paulo. Segundo o engenheiro da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Afonso Virgilis, as áreas críticas onde há enchentes costumeiras precisam de outras medidas para drenagem da água.

O custo do novo material é de 20% a 22% mais alto que o comum, mas feito em larga escala, segundo pesquisadores da USP, ele tende a ter seu preço reduzido até se igualar ao asfalto convencional. O pavimento permeável já é usado em diversos países do mundo, No Brasil, os estudos começaram a ser feitos no final de 2009 e a expectativa da universidade é de ter até o final deste ano uma parte da pesquisa concluída. Em 2011, os técnicos devem começar a estudar a capacidade de ampliar a carga suportada pelo asfalto.

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