
Em maio do ano passado, o geógrafo carioca Caio Mascarenhas estava na cidade espanhola de Palos de la Frontera (de onde Cristóvão Colombo saiu para descobrir as Américas em 3 de agosto de 1492), quando ouviu falar pela primeira vez de Lagos, uma pequena cidade situada no Distrito de Faro, em Portugal. A partir de Sevilha, o trajeto de ônibus dura cerca de quatro horas e custa em torno de 20 euros (apenas ida). O susto inicial com o alta incidência da língua inglesa nas ruas – o garçom de um restaurante, aliás, sequer falava português – foi rapidamente superado em função da grande vocação turística do pequeno município costeiro da sub-região de Algarves.
Exibir mapa ampliado |
Vale tirar um dia inteiro para conhecer todas as praias da região, todas bem pequenas e quase desertas. É possível, por exemplo, fazer um passeio por cima das falésias que circundam a areia e permitem a visão de todo o complexo, e depois voltar, a partir da praia da Ponta da Piedade (a última na direção de quem sai do centro da cidade). Quando a maré está baixa, a passagem pelos túneis criados nas falésias torna-se viável. No domingo, o geógrafo voltou para a cidade-marco do descobrimento, mas trouxe ao Brasil, tão logo finalizou a pós-graduação em geoprocessamento, os registros da aventura.
Links Externos
{iarelatednews articleid=”17061, 20973″}
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Mesmo impactadas, florestas primárias ainda são principal fonte de biodiversidade na Amazônia
Queimadas e corte seletivo afetam profundamente a variedade de espécies, funções ecológicas e linhagens evolutivas; ainda assim, são mais ricas do que as regeneradas após derrubada total →
Lula promete “BR-319 mais moderna do mundo”, mas ambientalistas veem risco sem proteção prévia
Governo tenta associar recuperação da rodovia a modelo de controle ambiental, enquanto especialistas alertam para riscos de grilagem e avanço do desmatamento na Amazônia →
Energia, inundação e conflito no Rio Araguari revelam o custo invisível das hidrelétricas no Amapá
Barragens ao longo do rio alteraram o fluxo natural das águas e ampliaram impactos sobre comunidades, áreas rurais e reservas ambientais no estado →
