Notícias

Quito: teleférico leva próximo a boca do vulcão

Na própria cidade de Quito, capital do Equador, é possível fazer ecoturismo. Uma opção é o passeio de teleférico, a 4.100 metros de altura.  

Felipe Lobo ·
16 de agosto de 2011 · 15 anos atrás

Felipe Lobo

Do teleférico de Quito, o teto do mundo não parece distante. Crédito: Kelly´s World
Do teleférico de Quito, o teto do mundo não parece distante. Crédito: Kelly´s World
De dentro do avião, a Cordilheira dos Andes aparece intacta, ofuscada apenas por algumas nuvens.  A turbulência na hora do pouso só reforça que a capital equatoriana, Quito, está encravada em meio a uma cadeia de montanhas. Do alto, é uma cidade perdida na serra, entre seus picos e vulcões. Mas, lá debaixo, é possível aproveitar as andanças por Quito Viejo, o centro histórico, e conhecer as danças tradicionais e a culinária típica.

Para quem quer ter contato com a natureza, não é preciso nem mesmo sair do município. Na verdade, basta subir um pouco. Quito, situada a 2.800 metros de altitude, oferece um teleférico que leva a 4.200 metros. Ao custo módico de 8,50 dólares americanos, em apenas 20 minutos se chega a colina de Cruz Loma. A essa altitude é preciso exigir dos pulmões para respirar o ar rarefeito, e colocar agasalhos bem quentes, porque o frio é intenso.

Do alto, é possível observar a belíssima cidade e suas tortuosas ladeiras, assim como olhar, caso o tempo esteja bom, o topo do vulcão Ruccu Pichincha, a 4.698 metros. Da base final do teleférico, se o fôlego estiver em dia, é possível fazer uma trilha de três horas que leva ao anel formado pela boca do vulcão. A caminhada é bem pesada. Faltando preparo ou apetite, é possível percorrer o início da trilha, tirar fotografia com lhamas e curtir algumas das mais espetaculares paisagens do Equador.

Leia também
Na neve do Cotopaxi, o vulcão ativo mais alto do mundo
Reportagens ((o))eco Amazonia sobre o Equador

  • Felipe Lobo

    Sócio da Na Boca do Lobo, especialista em comunicação, sustentabilidade e mudanças climáticas, e criador da exposição O Dia Seguinte

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
10 de abril de 2026

Inscrições para segunda turma do curso de Jornalismo Ambiental abrem na segunda-feira (13)

Formação de ((o))eco oferece aulas online, encontros ao vivo e foco em cobertura socioambiental, com destaque para a Amazônia

Salada Verde
10 de abril de 2026

Nova presidente da Funai é empossada no último dia do ATL 2026

Posse de Lúcia Alberta ocorre na plenária principal do ATL, em Brasília, com presença de lideranças indígenas, autoridades federais e anúncio de medidas

Análises
10 de abril de 2026

Está na hora de transformar a merda em adubo, literalmente

Integrar saneamento e restauração não é apenas uma inovação técnica, é uma mudança de paradigma. Significa criar cadeias produtivas baseadas na circularidade

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.