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Mato Grosso terá normas para observação de onças

Observar o felino será permitido desde que o observador fique em silêncio e que não seja utilizado nenhum instrumento que provoque alterações no comportamento do animal.

Daniele Bragança ·
26 de agosto de 2011 · 10 anos atrás

Daniele Bragança

Onça. Crédito: Jorge Silva
Onça. Crédito: Jorge Silva
Uma série de recomendações deverá ser seguida para quem pretende fazer observação de onças em Mato Grosso. Uma resolução aprovada há uma semana pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) deve tornar mais rígido o turismo de observação de onças em Mato Grosso.

A regulamentação dispõe sobre a observação de onças-pintadas (Panthera onca) e onça-parda (Puma concolor), que serão permitidas desde que o observador fique em silêncio e que não seja utilizado nenhum instrumento que provoque alterações no comportamento do animal, como objeto sonoro, visual ou que exale cheiro. Alimentar os animais, prática que garante a aparição destes, também está proibido.

Será permitido o uso de máquina fotográfica, filmadora, binóculo ou luneta na observação das onças. Embarcações também poderão ser utilizadas, desde que mantenham uma distância segura e tempo máximo de 20 minutos para a observação.

A resolução teve como base pesquisas coordenados pelo Dr. Peter Gransden Crawshaw Jr, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap),  considerado a maior autoridade no Brasil em pesquisa de animais carnívoros e colunista de ((o))eco.

Nenhum outro estado, além de Mato Grosso, regulamentou a matéria descrita no Art. 29 da Lei Federal nº 9.605 e no Art. 24 do Decreto Federal nº 6.514/2008 sobre o turismo de fauna. A Resolução não se aplica as atividades de pesquisa ou outras atividades.

 


  • Daniele Bragança

    É repórter especializada na cobertura de legislação e política ambiental. Formada em jornalismo pela Universidade do Estado d...

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Comentários 1

  1. Leandro Travassos diz:

    …na Serra dos Órgãos e principalmente na Reserva Biológica do Tinguá, que ainda possui uma população de queixada (Tayassu pecari) e veado mateiro (Mazama americana).