De bicicleta, é possível parar e olhar. Ontem, nasceram novos peixes dourados no meu caminho. Um artista genial (alguém sabe quem é?) deixou de presente essa pintura que extrapola a parede, ganha a calçada e envolve quem passa. Quem passa caminhando ou de bicicleta, pelo menos. Enquanto as fotos abaixo foram feitas, 10 motoristas passaram apressados por essa fantástica galeria de arte a céu aberto – um deles, mesmo com a estreiteza do beco, deve ter passado a uns 50 km/h. Este, com certeza nem reparou nos peixes dourados.

O desenho acima e os demais abaixo são parte de uma exposição de arte permanente que acontece na Vila Madalena há décadas. No Beco do Batman (clique para ver o endereço no Google Maps), uma ruela apertada que não tem nome oficial, artistas se revezam deixando pinturas sensacionais. O local está em constante mudança, com um trabalho sobrepondo o outro. Não se paga para entrar e nem para sair. Alguns dos desenhos tem mensagens fortes e diretas, como o último desta série. E arte para conviver, interagir e pensar.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Mobilidade é vida: um caminho para as pessoas, não aos carros
No Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro, é preciso lembrar de defender e de fortalecer o transporte público de qualidade →
Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia
Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923 →
Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?
Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores →
