Notícias

Dunas da Joaquina, maravilha desrespeitada pelo lixo

Caminhar pelas dunas da Praia da Joaquina, em Florianópolis, revela que as belezas naturais convivem com o lixo deixado pelos visitantes.

Karina Miotto ·
4 de janeiro de 2012 · 14 anos atrás
Foto: Karina Miotto
Foto: Karina Miotto
Normalmente as pessoas vão às famosas “dunas da joaka” para praticar sandboard ou admirar as vistas. Só que excesso de ênfase na missão pode impedir de enxergar outras maravilhas. Essa manhã, a vontade de chegar à Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), me tirou da cama às 6 da manhã. Saí do sul da ilha e levei meia hora para chegar. Caminhei uma hora. A bela luz do início do dia me permitiu apreciar a vegetação local e acompanhar a atividade das aves e mesmo dos insetos. Nessas circunstâncias perfeitas, a decepção foi o lixo deixado pelos frequentadores.

 

 

No meio do caminho, destoando da paisagem, ora aqui ora acolá, vi garrafas pet, bitucas de cigarro, tampas de recipientes e sacos plásticos. No local existem apenas três lixeiras que enchem até a boca pelo menos três vezes por dia. Nesta época do ano, a visitação diária das dunas chega a 500 pessoas.

Valcir Correia, da Associação de Proteção e Preservação das Dunas, também faz parte da cooperativa que promove o sandboard. “Todos os dias a gente limpa aqui”, conta. De fato, felizmente há pouco lixo nas dunas – embora a aparência de limpeza possa ser enganosa, já que a areia movida pelo vento pode enterrar os detritos.

No mínimo, deveriam existir mais lixeiras nas dunas da Joaquina.

 

 

 

Leia também

Notícias
16 de janeiro de 2026

Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas

Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central

Notícias
16 de janeiro de 2026

Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar

Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha

Análises
16 de janeiro de 2026

Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo

O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.