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Espécies invasoras: nova base de dados ajuda no controle

Lista com 348 espécies e rica bibliografia está à disposição do público e é ferramenta para conter deterioração de habitats originais.

Leilane Marinho ·
16 de março de 2012 · 10 anos atrás
Caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) dominou o Brasil. Foto: VenturaB
Caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) dominou o Brasil. Foto: VenturaB

Responsável pela diminuição da biodiversidade nos ecossistemas, a expansão de espécies exóticas invasoras em habitats naturais é um dos grandes problemas  globais que, acredite,  pode ter início no seu jardim. E a melhor de combater esse exército involuntário é educar os humanos, em geral, responsáveis pela sua mobilização.

As meigas florzinhas mal-me-quer (Chrysanthemum myconis) usadas para ornamentar a sua casa, ou casos mais graves como o caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), introduzido no Brasil em 1988 com fins comerciais e hoje encontrado em praticamente todo o território nacional, são exemplos de espécies  que  dispersaram-se e dominaram ambientes naturais.

Uma das formas de amenizar o problema é a divulgação de quais  espécies requerem cuidados especiais e controle permanente para não se disseminarem. Essa é a intenção do Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação, ao atualizar a sua Base de Dados I3N Brasil de Espécies Exóticas Invasoras. “Ela servirá como uma referência para mostrar as espécies que não devem ser usadas desde em projetos de restauração ambiental até em jardins e quintais”, explica Sílvia R. Ziller, fundadora e diretora executiva do Instituto Hórus.

“Montamos uma nova base de dados da estaca zero, mantendo o conteúdo já acumulado e incorporando demandas e sugestões coletadas ao longo de cinco anos de trabalho em mais de 20 países da América Latina”

A primeira versão do sistema foi desenvolvida entre 2004 e 2005. A rede I3N (rede temática de espécies exóticas invasoras da Rede Interamericana de Informação sobre Biodiversidade – IABIN) financiou o projeto, executado em conjunto pelo Instituto Hórus e pela Universidad Nacional del Sur, na Argentina. Revisada e melhorada para o uso público, o formato atual tem mais opções de consultas e dados. Hoje a lista possui 348 espécies exóticas invasoras e mais de 1.000 novas referências bibliográficas e ocorrências de espécies.

Qualquer um pode colaborar

 “Montamos uma nova base de dados da estaca zero, mantendo o conteúdo já acumulado e incorporando demandas e sugestões coletadas ao longo de cinco anos de trabalho em mais de 20 países da América Latina”, conta Ziller. Ela frisa que uma das novidades é a possibilidade dos usuários fazerem buscas combinadas e imprimirem os resultados, o que não era possível na versão anterior.

Pessoas que trabalham com pesquisa e possuem dados sobre espécies exóticas invasoras podem contribuir. “Quem coleta dados com frequência pode receber um login e senha para acessar o sistema diretamente. Qualquer informação recebida passa por revisão técnica antes de ser incorporado à base de dados, e todos aqueles incluídos ficam sempre vinculados à fonte, permitindo que os interessados possam procurar o autor para maiores detalhes”, completa Ziller. A nova base foi lançada há poucos dias, às vésperas do Instituto Hórus completar 10 anos de fundação, no dia 17 de março.

Invasão de braquiária no cerrado em Goiás. foto: Instituto Hórus
Invasão de braquiária no cerrado em Goiás. foto: Instituto Hórus
Obs: matéria editada para a troca de foto em 17/03/2012, 13h06


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Comentários 4

  1. Eu espero que os indígenas sejam assentados em terras degradadas do entorno, onde eles podem produzir suas roças à vontade. Infelizmente vimos muitas vezes o resultado da entrada de indígenas nas unidades de conservação do sul da Bahia e norte do Rio Grade do Sul, para no falar do litoral de São Paulo e Paraná. A extinção local dos animais de maior porte se segue rapidamente, assim como a venda de madeira. As unidades de conservação não são palco para solucionar os nosso grave problemas sociais.


    1. Leandro Travassos diz:

      Falou e disse! Com a diplomacia e o respeito que o tema merece. Parabéns à Duda pela matéria e ao Everton pelo lúcido comentário. Muito bom!


  2. Israel Gomes da Silva diz:

    Se não tem apoio de partido político, quem está bancando a picanha e a bebida que a liderança está comendo todos os dias no Sahy Vilage Shopping, sendo solicitado apenas Notinhas da comida? Todos os dias um grupo de indígenas vão à praia e aí Shopping, mesmo no frio.


  3. Salvador Sá diz:

    Parabens ao Duda pela materia, me permite concluir que estamos diante de uma nova e muito grave ameaça ao q sobrou, grave pq faz uso de uma causa nobre, mas cheia de equivocos e que está enganando muita gente e não só os próprios índios. A materia fura o cerco de silencio feito pelo ambientalismo seletivo e chapa branca midiatico.