Notícias

Pirarucu: a doçura do gigante de águas doces

O homenageado do ((o))eco esta semana é um dos maiores peixes de água doce do mundo, podendo pesar até 200 quilos. Foto: Cliff

Duda Menegassi ·
19 de outubro de 2012 · 14 anos atrás
Esta semana o homenageado do ((o))eco é um peixe e tanto. O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce do mundo. Pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar até 200 quilos. Nativo da Bacia Amazônica, vive em lagos e rios afluentes, de águas claras e sem fortes correntezas.

Seu nome vem do tupi e significa peixe vermelho, devido à cor da sua cauda. É um animal onívoro e sua alimentação inclui moluscos, crustáceos, insetos e outros peixes. Um dado curioso sobre o pirarucu é seu sistema respiratório: além das brânquias, responsáveis pela respiração aquática, ele possui a bexiga natatória modificada, que funciona como um pulmão na respiração aérea. Porém, apesar de parecer uma espécie resistente a baixos níveis de oxigênio da água graças a sua respiração fora d’água, o momento de ir à superfície para respirar faz do pirarucu um alvo fácil para os pescadores. Principalmente quando os filhotes estão recém-nascidos e os pais ficam mais próximos da superfície para ajudá-los com a respiração aérea e com isso diminuem seus intervalos de emersão. Esse período de cuidados paternais expõe o pirarucu aos pescadores e prejudica a reprodução da espécie, pois os filhotes sem o apoio paterno são presas fáceis para seus predadores naturais.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



O estoque pesqueiro desse peixe diminui quando o ritmo da pesca predatória supera a capacidade de reprodução do pirarucu. O impacto nas populações e o risco de extinção fizeram o Ibama criar, em 2004, uma regulamentação para a pesca do pirarucu na Amazônia, criando um período de resguardo e decretando tamanhos mínimos para a pesca e comercialização da espécie. Foto: Cliff

 

 

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Colunas
16 de junho de 2026

Os perigos de quando o saber ancestral vira produto

A floresta cura, mas ela não precisa virar produto para provar isso. Como a indústria farmacêutica e o mercado de bem-estar estão se apropriando de medicinas milenares indígenas

Análises
16 de junho de 2026

Turismo de Base Comunitária amplia o protagonismo feminino na Costa Fluminense  

Na Costa Fluminense, comunidades tradicionais unem cultura, pesca artesanal e ancestralidade em iniciativas de Turismo de Base Comunitária que geram renda e fortalecem a conservação

Notícias
16 de junho de 2026

A defesa da democracia é a defesa das vozes que lutam pela conservação da natureza

Alerta do ecologista norte-americano John Terborgh destaca como a desigualdade está na base de regimes fascistas regidos por uma visão utilitarista e mercantilista da natureza

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.