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Grandes desmatamentos voltam a ocorrer no Pará

Mapa mostra os locais onde Greenpeace registrou fotos dos maiores desmatamentos de 2013. Muitos deles ocorrem nas bordas de Terra Indígena Baú.

Gustavo Faleiros ·
17 de agosto de 2013 · 8 anos atrás

“A mesma quantidade de desmatamento que havia demorado dez anos para ocorrer, se acumulou em apenas 10 meses”. É com esta comparação que o ativista da campanha Amazônia do Greenpeace Rômulo Batista explica a gravidade do que está acontecendo na região da BR-163. Por ali, ele estima, cerca de 10 mil hectares já foram perdidos em menos de um ano.  

Os polígonos vermelhos no mapa abaixo são dados obtidos através do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER). Para o governo essas são informações provisórias que servem de alerta ao Ibama. Elas só serão confirmadas quando a taxa oficial do desmatamento for anunciada. Mas baseando-se nestes mesmos alertas, o Greenpeace fez voos recentes de checagem e registrou em fotografia as áreas de derrubadas. As áreas representadas abaixo foram verificadas no último dia 12 de junho 

O que chama mais atenção é o ritmo e o tamanho das derrubadas nas bordas da Terra Indígena do Baú, território de 1,5 milhão de hectares que abriga tribos do povo Kayapó.

Ouça aqui a entrevista com Rômulo Batista, que participou dos sobrevoos. Veja no mapa abaixo, as fotos e os dados sobre os alertas de desmatamento. Aproxime para ver mais fotos e utilize o botão esquerdo inferior para incluir os dados do sistema SAD de monitoramento. 

 

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  • Gustavo Faleiros

    Editor da Rainforest Investigations Network (RIN). Co-fundador do InfoAmazonia e entusiasta do geojornalismo. Baterista dos Eventos Extremos

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