A situação de horror por que passam madeireiras com plano de manejo não é exclusiva do Pará. Atinge toda a Amazônia e é particularmente chocante para as madeireiras certificadas, que sempre se consideraram aliadas das autoridades ambientais na conservação da floresta. A coisa anda tão ruim que Carlos Alberto Guerreiro, presidente da Associação de Produtores Florestais Certificados da Amazônia (PCFA) mandou carta à Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acusando o governo de um equívoco crucial, que pode sufocar de vez as madeireiras que trabalham dentro da lei. Ao invés de aumentar a fiscalização no campo, onde atuam os ilegais, resolveu criar barreiras regulatórias e burocráticas intransponíveis, que só atrapalham quem está dentro da lei. Marina ainda não respondeu.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
PPBio: mais de 20 anos de pesquisa a serviço da biodiversidade brasileira
Com mais de 2.500 pesquisadores e atuação em todos os biomas brasileiros iniciativa articula pesquisa científica para subsidiar políticas públicas e fortalecer a conservação →
Como conectar a neurociência positiva com os nossos desafios ambientais
Em conversa com Juliana Zelluay, especialista em neurociências e psicologia positiva, o episódio investiga a relação entre comportamento humano, saúde mental e transformação ambiental →
Brasil lança primeiro roteiro global para orientar saída dos combustíveis fósseis
Documentos apresentados pela presidência da COP30 propõem medidas para reduzir a dependência de petróleo, gás e carvão, mas não estabelecem metas obrigatórias nem prazos intermediários →

