A situação de horror por que passam madeireiras com plano de manejo não é exclusiva do Pará. Atinge toda a Amazônia e é particularmente chocante para as madeireiras certificadas, que sempre se consideraram aliadas das autoridades ambientais na conservação da floresta. A coisa anda tão ruim que Carlos Alberto Guerreiro, presidente da Associação de Produtores Florestais Certificados da Amazônia (PCFA) mandou carta à Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acusando o governo de um equívoco crucial, que pode sufocar de vez as madeireiras que trabalham dentro da lei. Ao invés de aumentar a fiscalização no campo, onde atuam os ilegais, resolveu criar barreiras regulatórias e burocráticas intransponíveis, que só atrapalham quem está dentro da lei. Marina ainda não respondeu.
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