Salada Verde
17 de dezembro de 2008

Resgates foram feitos com sucesso, diz Mesa

Ontem (16), técnicos do Ibama em Brasília chegaram ao local para realização de laudos. Em nota, a Madeira Energia S/A informou que o resgate dos peixes estava sendo feito com “sucesso” e que “apesar de todos os cuidados, na última ensecadeira, identificou-se a morte de peixes de pequeno porte”. Apesar disso, a empresa terá de preparar um relatório de justificativas sobre o ocorrido. O documento será avaliado, junto com os laudos do Ibama, para determinação das medidas legais a serem tomadas.

Por Salada Verde
17 de dezembro de 2008
Salada Verde
17 de dezembro de 2008

Improbidade administrativa em Jirau

Já na Usina Hidrelétrica de Jirau, cujas obras estão embargadas desde novembro, a briga é com os Ministérios Públicos Federal e Estadual. Na última semana, os MPs ajuizaram ação de improbidade administrativa com pedido de afastamento liminar do presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, e do diretor de Licenciamento Ambiental do órgão, Sebastião Custódio Pires, pela concessão da licença de instalação parcial da hidrelétrica de Jirau. O argumento é que Pires e Franco validaram a alteração do local da barragem – que ficou 9 km acima do previsto inicialmente – sem requisitar novo licenciamento ambiental. Para o presidente do Ibama, a mudança não traria novos impactos sobre biodiversidade e estrutura local. A ação ainda será julgada.

Por Salada Verde
17 de dezembro de 2008
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17 de dezembro de 2008

Calor no gelo do Ártico

Pela primeira vez, os cientistas se mostram realmente apavorados com os efeitos do aquecimento global no Ártico. É verdade que a camada de gelo da região derreteu em níveis elevados durante os últimos vinte anos, mas apenas agora surgiu uma prova inequívoca de que as temperaturas estão crescendo por lá em velocidade recorde. De acordo com estudo do Centro Nacional de Gelo e Neve dos Estados Unidos (NSICD, em inglês), esse fenômeno chegou com cerca de 15 primaveras de antecedência. Caso o acréscimo continue, o Pólo Norte poderá se ver totalmente livre de água em estado sólido no verão de 2020, meio século antes do previsto. A notícia é do britânico The Independent.

Por Redação ((o))eco
17 de dezembro de 2008
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17 de dezembro de 2008

Explosão de biodiversidade

O delta do rio Mekong, no sudeste asiático, se mostra pródigo quando o assunto é biodiversidade. Um levantamento feito pela WWF na região identificou mais de mil novas espécies da flora e fauna para a ciência. Entre elas, estão 519 plantas, 279 peixes, 88 rãs, 88 aranhas, 46 lagartos, 22 serpentes e 15 mamíferos. O jornal O Globo (só para assinantes) publicou uma foto do rato-esquilo, um dos roedores recém-descobertos pelos pesquisadores da organização internacional.

Por Redação ((o))eco
17 de dezembro de 2008
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17 de dezembro de 2008

Raio-x nos produtos californianos

A Califórnia lançou oficialmente, na última terça-feira (16), a campanha “Química Verde”, responsável por fornecer aos consumidores as características ambientais de cada produto. A partir de agora, todos os utensílios deverão indicar na embalagem suas “pegadas ecológicas”. Em outras palavras, as empresas deverão explicitar quais matérias-primas foram usadas na manufatura dos objetos, se houve (ou não) o emprego de materiais tóxicos e quanto foi emitido de gás carbonico para a atmosfera com o transporte. O governador Arnold Schwarzenegger se mostrou contente com o plano em entrevista para o Los Angeles Times. Segundo ele, trata-se de “uma nova era sobre como olhamos para os produtos domésticos – desde os brinquedos das crianças até o plástico que usamos nas embalagens de shampoo”.

Por Redação ((o))eco
17 de dezembro de 2008
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17 de dezembro de 2008

Pesquisa curiosa

Desde a última sexta-feira (12), têm pipocado na mídia notícias sobre a mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que investigou temas sobre meio ambiente, transporte, habitação e gestão pública nos municípios brasileiros. O levantamento, feito junto às prefeituras das 5.554 cidades do país, trouxe informações já esperadas para algumas regiões, como a indicação de desmatamento e queimadas como principais problemas ambientais na região norte, por exemplo. No entanto, outros dados são, no mínimo, curiosos.

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17 de dezembro de 2008
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17 de dezembro de 2008

Dados não condizem com realidade

Cuiabá, por exemplo, foi o único município do país a afirmar que não possui favelas, mocambos, palafitas ou assemelhados dentro de seu território. Já no estado de São Paulo, onde vários municípios da região metropolitana e do centro-oeste sofrem com problemas relacionados à qualidade do ar, apenas 8,5% das cidades informaram que a alteração ambiental influencia nas condições de vida da população.

Por Redação ((o))eco
17 de dezembro de 2008
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17 de dezembro de 2008

Questão de nomenclatura

Para Maria Liete Alves, secretária-executiva da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental (Remtea), com sede em Cuiabá, o termo “favela” realmente não é usado na capital do Mato Grosso. No entanto, não é correto afirmar que não existam aglomerados populacionais com problemas de infra-estrutura e saneamento. “A configuração [dos aglomerados] não é tão característica de uma favela como a conhecemos. Não há barracos grudados uns nos outros porque a área é mais expandida, mas a cidade toda é carente de infra-estrutura. Se formos levar em conta isso, Cuiabá inteira é um favelão” diz. Segundo ela, vários bairros ainda não possuem rede de esgoto e despejam os dejetos diretamente em rios e córregos. A falta de rede de esgoto em Cuiabá, inclusive, é responsável pela maior parte da poluição do Pantanal.

Por Redação ((o))eco
17 de dezembro de 2008
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17 de dezembro de 2008

Falta percepção sobre problemas urbanos

Já no estado de São Paulo, o motivo de tão poucos municípios se sentirem afetados por problemas ambientais é outro. Segundo André Ferreira, pesquisador do Instituto de Energia e Meio Ambiente, com sede na capital paulista, os principais problemas ambientais sofridos no estados não são entendidos como tal. Para ele, quando se trata do assunto, é mais comum que questões agrícolas ou de solo, como desmatamento, sejam lembradas. “As questões urbanas, como qualidade do ar ou tratamento de resíduos sólidos, não são percebidas como problemas ligados ao meio ambiente”, argumenta.

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17 de dezembro de 2008
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17 de dezembro de 2008

Cidades sem recursos para meio ambiente

Para quem ainda não teve acesso à pesquisa, em linhas gerais, ela mostra que, em 2008, 90,6% dos municípios brasileiros indicaram a ocorrência frequente e impactante de alguma alteração ambiental. Queimada, desmatamento e assoreamento de corpos d´água foram as mais citadas. Apesar disso, apenas 37,4% das cidades do país disseram ter recursos próprios para o meio ambiente. A cifra representa pouco mais de 1/3 das prefeituras. Para conferir outros resultados da pesquisa, clique aqui.

Por Redação ((o))eco
17 de dezembro de 2008

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