Notícias
23 de maio de 2007

Mudança

Deu a louca no regime de chuvas do Pantanal. Entre outubro de 2006 e fevereiro de 2007 foi registrado, segundo a climatologista Balbina Maria Araújo Soriano, um acréscimo de 33% no índice pluviométrico em relação à média histórica da região. O acontecimento encheu o Rio Paraguai e alagou extensas áreas no interior da bacia. Em março e abril, no entanto, o contrário aconteceu. No primeiro mês as chuvas caíram 78,5% abaixo do esperado. No segundo, a queda ainda maior: 88%. Mesmo com o nível máximo do rio menor do que o registrado no último ano, a Embrapa Pantanal calcula que o prejuízo na pecuária será de 120 milhões de reais. Está no Estadão.

Por Redação ((o))eco
23 de maio de 2007
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22 de maio de 2007

Nova voz

Em uma das idas à Serra do Sincorá, na Chapada Diamantina (BA), o ornitólogo Dante Buzzetti identificou um novo som de ave e o registrou. A partir da gravação veio a suspeita de se tratar de uma nova espécie. A descoberta do Formicivora grantsaui, ou Papas-formigas-do-sincorá, foi confirmada por Luiz Pedreira Gonzaga e André Carvalhares, conforme noticiado aqui em O Eco na semana passada. Segundo Buzzetti, a vocalização registrada é um chamado, diferente do canto, que é mais elaborado. Ouça o som aqui.

Por Redação ((o))eco
22 de maio de 2007
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22 de maio de 2007

Atraso

Durante debate nesta terça-feira na Editora Abril, em São Paulo, o climatologista Carlos Nobre, do INPE, foi enfático ao estimar o tamanho do problema brasileiro diante das mudanças climáticas. "O Brasil é um dos países mais atrasados do mundo quando o assunto é saber o que vai ocorrer com as mudanças climáticas", disse. Ele criticou a falta de discussão sobre como definir políticas de adaptação, e insistiu que todos os países tropicais precisam criar um sistema de desenvolvimento com base nos recursos naturais, ou no que chamou de economia da floresta. "É preciso atribuir valor econômico à biodiversidade nacional".

Por Redação ((o))eco
22 de maio de 2007
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22 de maio de 2007

Semana que vem

A PUC-Rio organizou sua maior semana de meio ambiente, que vai dos dias 29 de maio a 1º de junho, no campus Gávea. O tema deste ano é "As Mudanças Climáticas e o Aquecimento Global", com oficinas, palestras, mesas-redondas, mini-cursos, exibição de vídeos, exposições de arte e fotografia. São presenças confirmadas Luis Pinguelli Rosa, Emilio La Rovere, Ricardo Ojima, Paulo Cunha, André Trigueiro e Sérgio Abranches, nosso colunista de O Eco.

Por Redação ((o))eco
22 de maio de 2007
Reportagens
22 de maio de 2007

O dono do lago

Os rios da Amazônia são ricos em vida, mas é difícil encontrar o lugar certo para a prática do mergulho. Esta foi a missão que um brasileiro recebeu do filho de Jacques Cousteau.

Por Plínio Ribeiro
22 de maio de 2007
Reportagens
22 de maio de 2007

Atestado de conservação

Estudos indicam que a área onde se pretende operar o gasoduto Coari-Manaus, no Amazonas, está bem preservada. E pesquisadores estão atentos aos riscos do empreendimento.

Por Vandré Fonseca
22 de maio de 2007
Análises
22 de maio de 2007

Arca de Noé virtual

De Daniela CarideAdorei. É bom ver alguém escrevendo sobre uma possível mudança de hábito da juventude de deixar a espingarda e apontar a câmera pra natureza. É bom ler sobre a enciclopédia da vida. Me faz pernsar que temos um futuro.

Por Redação ((o))eco
22 de maio de 2007
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22 de maio de 2007

Cooptação

O presidente eleito na França, o líder de direita Nicolas Sarkozy, começou a nomear políticos que vão fazer parte de seu governo. Depois de convidar para o seu gabinete o socialista Bernard Kouchner, co-fundador da ONG “Médicos sem Fronteiras”, foi a vez do ambientalista Franck Laval receber a convocação. E as repercussões já começaram. Laval disse que o feito é algo histórico e até o conhecido ecologista Nicolas Hulot se mostrou satisfeito ao lembrar que é importante deixar os preconceitos de lado. O novo presidente disse que existe uma urgência ambiental e que é tempo de agir. Resta saber se o movimento é mais uma estratégia de marketing do chefe do Estado francês ou se é uma real preocupação de sua agenda. Notícia da Folha de São Paulo.

Por Redação ((o))eco
22 de maio de 2007
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22 de maio de 2007

Reprodução de araucárias

Uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná descobriu que, com uma mãozinha da ciência, as araucárias conseguem se reproduzir à distância. Foi coletado pólen das árvores machos em Guarapuava (PR) e Lages (SC) para fecundação em fêmeas de Curitiba. O sucesso da experiência estimula os pesquisadores a continuarem os estudos sobre viabilidade genética de remanescentes de florestas com araucárias. Eles acreditam que o cruzamento dirigido dos também chamados pinheiros-do-paraná pode evitar a extinção desta espécie.

Por Redação ((o))eco
22 de maio de 2007
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22 de maio de 2007

Maldito aquecimento

Um estudo realizado por cientistas do Centro Internacional para Agricultura Tropical e do instituto Bioversity International mostra mais um problema que pode surgir por causa do aquecimento global: o desaparecimento, até 2055, de espécies selvagens de amendoins, batata e feijão-de-corda. Quem gosta de pé de moleque, paçoca, ou de tomar uma cervejinha acompanhada de amendoim torradinho, é bom aproveitar enquanto é tempo: ele é o caso mais grave. Trinta e uma das 51 espécies selvagens de amendoim, que vivem principalmente no cerrado brasileiro, correm risco de sumir. O documento, que será publicado na revista “Climatic Change”, mostra que a extinção não é o único problema. Os três vegetais também vão perder metade da área de cultivo que dispõem hoje por causa das mudanças no clima. Outra notícia da Folha de São Paulo.

Por Redação ((o))eco
22 de maio de 2007
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22 de maio de 2007

Ah, Califórnia

O diretor-executivo do Greenpeace Gerd Leipold está no Brasil e falou com a Folha de São Paulo sobre suas idéias a respeito de Angra 3. Ele disse que a construção da usina é desperdício de dinheiro e garantiu ser possível crescer economicamente sem aumento da oferta de energia, com investimento em eficiência energética e fontes alternativas. Como exemplo, ele citou a Califórnia (EUA), estado em que o consumo de eletricidade não cresce há três décadas devido a um sistema de regulamentação que envolve governo, indústrias e consumidores.

Por Redação ((o))eco
22 de maio de 2007
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