Análises
30 de janeiro de 2006

A reeleição da ministra II

De Helton P. F. LeiteEng. Agr. - Lorena (SP)Marcos,Li a crítica do Sr. Maurício Mercadante(seria parente do Senador?), achei agressivo o uso de termos como "artigo tão disparatado". Gostaria de relatar uma experiência minha quando participei em 10.11.2005, em São José dos Campos (SP), da I Conferência Regional do Meio Ambiente do Vale do Paraíba. Com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política ambiental do Ministério do Meio Ambiente, tais reuniões ocorreram em escala municipal, regional (caso de São José dos Campos), estadual e nacional. A cada nível seriam discutidas as propostas apresentadas pelo Governo Federal, sendo permitida a inclusão de novas e a modificação ou exclusão das originais.Citou-se que no ciclo de conferências de 2003 foram mobilizadas 65.000 pessoas, esperava-se que no atual esta quantidade fosse muito maior. Na prática esta "consulta popular" funciona como um referendo daquilo que foi proposto/aprovado. Tornando quase impossível qualquer tipo de contestação futura.Na Conferência de São José dos Campos estimou-se um público perto de 500 pessoas, fomos divididos em 4 sub-grupos e discutimos as propostas em sub-temas: Biodiversidade, Recursos Hídricos, Mudanças Climáticas e Uso e Ocupação do Solo.Participei do grupo de Biodiversidade junto a cerca de 70 pessoas, devíamos discutir 55 propostas, algumas delas muito técnicas ou específicas (havia várias propostas sobre a amazônia que eu consegui excluir da discussão por achar que não estávamos preparados para julgá-las). Nos perdemos no gerenciamento do tempo e optamos por apresentar algumas propostas novas sem julgarmos as originais (ficamos muito tempo discutindo detalhes). Pareceu-me que em geral fomos usados para corroborar a política ambiental do governo federal, com quase nenhuma possibilidade real de alteração.Cito toda essa história acima para situá-lo quanto a um aspecto que eu apenas suspeito: a falsa participação popular, a falsa consulta democrática. Tudo aquilo aconteceu em apenas um dia, algumas pessoas palestraram no início, restando cerca de 2 horas para o estudo das propostas dos sub-temas (após a redação final deveria haver uma plenária com um resumo do proposto por cada grupo).Imagine um grupo de 70 pessoas com formação acadêmica diversa (estudantes, técnicos ambientais, profissionais liberais, membros de ong's, policiais ambientais, etc.) que nunca tinham se reunido, discutindo 55 propostas com tempo limitado em cerca de 2 horas para sugerir alterações (ou aprovação). Uma belíssima confusão com propostas lindas mas irreais, grandes sonhos ambientais.Não sei como acontece com as outras ações do Governo Federal, nesta que acompanhei senti que não há a possibilidade de influir na decisão final, ela vem pronta de Brasília. Posso estar enganado, mas ...Abraços

Por Redação ((o))eco
30 de janeiro de 2006
Análises
30 de janeiro de 2006

Quem dá mais por Itatiaia ? V

Daniele MunizmMestre em História. Guia de Turismo.Penedo/ Itatiaia/ RJTenho profunda admiração por seus artigos e por sua escrita contundente, mas acho que os vocábulos protesto e piquete não permitem que o seu leitor tenha uma idéia adequada do que vem acontecendo no Parque Nacional do Itatiaia.A nova chefia tentou implantar a taxa de R$ 12 na semana seguinte da reunião do Conselho Consultivo da unidade de conservação, sem sequer ter consultado o Conselho. Perdemos um sábado inteiro discutindo "voluntariamente" questões pertinentes ao PARNA, para sermos saudados com copiosa novidade.Agências de Receptivo e Guias de Turismo se organizaram e insistiram para que Walter Behr desse um tempo maior para a implantação da taxa.A taxa passou a vigorar no novo ano de 2006, porém da maneira generalizante que está prescrita na Portaria nº 62, de 20 de março de 2000, do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Até o presente momento não houve qualquer tentativa de normatização da mesma. Atravessou a cancela da parte alta, paga-se R$ 12. Não importa se o visitante só vai "dar uma espiadinha" no famoso Abrigo Rebouças. Engraçado é que a Portaria sugere uma taxa para uso de trilha. E, pelo que me consta, para chegarmos no Rebouças atravessamos a BR-485!!! Não há trilha alguma.Só para ilustrar, citarei outra medida que nos tem causado transtorno: a proibição da ida de veículos até o Abrigo. Temos visitantes que sempre foram até o planalto apenas para "dar a tal da espiadinha". Agora, este tipo de visitante está impedido de ir, pois sob a alegação do endemismo e do período reprodutório do Melanophryniscus moreirae, o acesso a veículos foi fechado de vez.Clique aqui para ler esta carta na integra.

Por Redação ((o))eco
30 de janeiro de 2006
Colunas
30 de janeiro de 2006

Direito corporativista

Os piores crimes ambientais são tão danosos para a humanidade que merecem um Tribunal Internacional e a ação da ONU para contê-los. Por que não é assim?

Por Rafael Corrêa
30 de janeiro de 2006
Notícias
29 de janeiro de 2006

Procura-se

Deu no The New York Times que as Nações Unidas desejam contratar assassinos profissionais de galinha. É que com o avanço da gripe aviária se tornou imprescindível matar um grande número de aves e, ao mesmo tempo, fazer isso da maneira mais humana e higiênica possível. Muito sangue pode gerar novas contaminações e polêmicas.

Por Redação ((o))eco
29 de janeiro de 2006
Notícias
29 de janeiro de 2006

Ressurreição dos mortos

O mesmo jornal americano publicou uma longa reportagem sobre a recriação em laboratório do vírus da gripe espanhola, que matou 50 milhões de pessoas no século XX. O cientista responsável pela volta do vírus garante que ele jamais sairá de seu laboratório e tenta mostrar a importância de reviver um primo da gripe do frango.

Por Redação ((o))eco
29 de janeiro de 2006
Notícias
29 de janeiro de 2006

Cala a boca

O maior especialista da Nasa em clima acusa o governo americano de censura. Palestras, artigos e entrevistas de James Hansen começaram a passar por um pente fino desde que, em dezembro, ele expôs numa conferência que cortes significativos na emissão de poluentes são possíveis com a ajuda dos Estados Unidos e a não colaboração de Bush pode mudar o planeta. O cientista disse ao NYT que não vai se calar.

Por Redação ((o))eco
29 de janeiro de 2006
Notícias
29 de janeiro de 2006

Questão de tempo

Enquanto Bush e sua turma tentam esconder o óbvio, cientistas discutem como descobrir quanto tempo resta para a humanidade fazer alguma coisa antes que as mudanças climáticas sejam irreversíveis. Uma coisa eles avisam de antemão: é necessário reduzir as emissões pela metade em 50 anos. Segundo o Washington Post, três sinais dos novos tempos preocupam os estudiosos em especial: a morte dos recifes, a elevação dos mares e as mudanças em suas correntezas.

Por Redação ((o))eco
29 de janeiro de 2006
Notícias
29 de janeiro de 2006

Estante

O interesse pelas mudanças climáticas é tão grande que o The New York Review of Books publicou um artigo específico sobre o tema. Mostrou como a questão ocupou páginas e páginas das principais publicações científicas em 2005 e fez uma análise crítica de dois bons livros sobre o problema.

Por Redação ((o))eco
29 de janeiro de 2006
Notícias
29 de janeiro de 2006

Reunião de peso

Treze países que abrigam os últimos elefantes selvagens da Ásia se reuniram pela primeira vez para tentar fazer alguma coisa pela sobrevivência do animal. Estima-se que existam cerca de 50 mil espécimes no planeta, mas pesquisadores dizem que se sabe muito pouco sobre eles. No encontro na Malásia, participantes concordaram em fazer cooperações que permitam monitorar animais que cruzem fronteiras, diz a BBC News.

Por Redação ((o))eco
29 de janeiro de 2006
Notícias
29 de janeiro de 2006

Nada no horizonte

O interesse dos ingleses por baleias é cada vez maior, principalmente depois de um exemplar da espécie nariz de garrafa ter encalhado e morrido no rio Tamisa recentemente. Mas reportagem do jornal inglês The Independent mostra que agora que a indústria de observação de baleias conseguiu se tornar um negócio de 10 milhões de libras na Inglaterra, ela ameaça falir. Quem trabalha no ramo diz que as baleias, assim como os golfinhos e aves da região, andam cada vez mais difícil de serem avistadas na região.

Por Redação ((o))eco
29 de janeiro de 2006

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