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11 de outubro de 2005

Alta Oceania

Os vulcões da Nova Zelândia foram o cenário escolhido pela National Geographic Adventure para uma reportagem sobre trekking. Mais especificamente o...

Por Redação ((o))eco
11 de outubro de 2005
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11 de outubro de 2005

O loteamento das florestas públicas do Brasil II

De Maximiliano RoncolettaGerente Operacional- IFTInstituto Floresta Tropical Caro Editor,É uma pena que pela 2 vez escrevo a ti para reclamar!Ao ler os artigos de Sulema Mendes de Budin, sinto que há uma tremenda desinformação de vocês aí do SUL!!!!Acho que é preciso rever, e ver quem fala da Amazônia aí na turma do ECO, vocês precisam conhecer a Amazônia. Já falou Chico Mendes. E não é pegar avião e ir para Belém, Manaus ou Cuiabá, é ir para as cidades que mais crescem no interior, e ver que há problemas, há muitos problemas, mas há gente de fé, de boa índole, que com estes artigos como desta pobre infeliz reporte, põe todos os cidadãos no mesmo saco, todos como púlias!Chega! Basta! Ponha alguém antes para checar estas notícias. E sua equipe de colunistas às vezes é bem amadora. Jornalista e advogados falando de temas técnicos com uma soberba, que dói. Fala coisas que me fazem rir, e pensar que mundo é este que vocês cariocas vivem? Um castelo de sites, de notas, de webs stress.Se oriente meu senhor, invista em conhecimento no campo, faça estes colunistas viajarem, conhecer o Brasil vai ajudar a melhorar o conteúdo das notícias.O Eco é novo, menos de 1 ano, ou vocês melhoram ou vão virar site para estudantes e radicais. Não servirá para quem vive na Amazônia.Tenho confiança ainda, torço por melhoras, sugiro que verifique o que os seus colunistas falam sobre a Amazônia.Obrigado pelo espaço

Por Redação ((o))eco
11 de outubro de 2005
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11 de outubro de 2005

Sabiá, a ave símbolo… do quê?

De Prof. Dr. Luís Fábio Silveira Curador associado das Coleções OrnitológicasMuseu de Zoologia da Universidade de São PauloPrezada Dra. Maria Tereza Jorge Pádua,É um prazer poder entrar em contato com V.Sa., a quem admiro muito e cujas lutas (adorei ler Saudades do Matão) me inspiraram no início da minha carreira.Parabéns pelo belo artigo sobre o sabiá e a ararajuba. "Entronizar" o sabiá como ave símbolo é mais uma atitude insensata (entre tantas outras) que, de vez em quando, o Dalgas capitaneia na imprensa.Temos lutado para que a ararajuba seja descoberta pelos brasileiros. Um notável endemismo das matas de terra firme que vem perdendo, junto com tantos outros táxons, o seu hábitat. Tomo a liberdade de sugerir a V.Sa. a leitura de um artigo meu, recentemente publicado (onde mais?) na Ararajuba, a revista da Sociedade Brasileira de Ornitologia. Não o envio nesta mensagem, mas o mesmo está disponível para download, se houver interesse, na minha página pessoal.Parabéns pelo artigo e espero que a ararajuba conquiste o seu devido lugar.Atenciosamente

Por Redação ((o))eco
11 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

Escravos de brinquedo

De Paula Dias Silvia,Concordo com você. Acho que os animais que o homem resolveu trazer para dentro de casa são vítimas sem opção de defesa. Fora isso, acho tb que a relação de afeto que se estabelece não é saudável. Não é à tôa que o número de "pets" é maior em centros urbanos como NY. As pessoas usam os animais para não se sentirem sozinhas. É isso aí!Adoro sua coluna!

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

Terra arrasada

O terremoto de 7,6 graus na escala richter que estremeceu Paquistão, Afeganistão e Índia pode ter matado 30 mil pessoas e ferido outras 40 mil. A ONU calcula que 2.5 milhões de pessoas estejam desabrigadas. Segundo o The New York Times, 150 tremores menores, alguns chegando a magnitude de 5 graus, foram sentidos na região depois do principal, que ocorreu no sábado. A preocupação agora, conta o Herald Tribune, é providenciar água e comida para as vítimas e evitar a propagação de doenças. Como sempre, o jornal inglês The Guardian, elaborou uma animação mostrando onde e como aconteceu.

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

Perdido no espaço

O Cryosat, satélite da Agência Espacial Européia lançado para monitorar os efeitos do aquecimento global sobre a capa de gelo no Ártico saiu do chão no sábado, mas não chegou ao seu destino final na atmosfera. O foguete russo que o carregava, acredite, ficou sem gasolina e não conseguiu ejetá-lo na posição desejada. Resultado, o Cryosat agora vaga sem destino e sem uso pelo espaço. A notícia está na BBC.

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

O butim do desastre

Se chegasse lá em cima, talvez os sensores do Cryosat, conseguissem capturar a alegria humana com as consequências da lenta e gradual ida para o apocalipse proporcionada pelo efeito estufa. Uma reportagem maravilhosa no The New York Times mostra que no Canadá e Alaska, com todas as benções dos governos canadense, russo e americano, empreendedores individuais e empresas privadas estão explorando riquezas até então protegidas por grossíssima camada de gelo. Vão de campos petrolíferos, passando por pesqueiros e até novas rotas de navegação. As recompensas parecem ser tantas que há uma surda corrida entre países para demarcar suas águas territoriais no Mar do Ártico. Antes, não havia porque se preocupar com isso. Era tudo gelo e, portanto, inacessível.

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

O Chico deles

Em tempos de transposição do São Francisco, nossos ministros Marina Silva e Ciro Gomes deveriam estudar o que aconteceu nos Everglades, um sistema de pântanos no Sul da Flórida, antes de tocar em natureza tão monumental como a do Velho Chico. Lá, a partir do século XIX, o homem começou a drenar a área e mexer com o curso d’água para ocupá-la. Não deu muito certo. Desde então, o ecossistema viveu numa espécie de pêndulo entre enchentes e períodos de seca prolongados que o condenaram a uma morte lenta e gradual. Em 2000, ao custo projetado de 7. 8 bilhões de dólares, conta a The Economist, lançou-se o plano de recuperação dos Everglades. Muito pouco, a não ser adiantamentos aos empreiteiros, se fez em todo esse período, pela simples razão de que ninguém sabe exatamente para que será feita a obra: se para recuperar os pântanos ou se para garantir suprimento de água para as cidades que existem em torno deles. Qualquer semelhança com o que querem fazer no São Francisco não é mera coincidência.

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

O desastre Ciro

Falando no São Francisco, a Folha de S. Paulo conta que antes mesmo do Ibama liberar o início da obra, o governo Lula já gastou R$ 12 milhões com a transposição. Seis vezes mais do que foi investido até agora na revitalização do Velho Chico. A mesma reportagem revela que desde a época militar o governo federal não promove uma obra tão cara e mostra como a transposição será um negócio milionário, ou até bilionário, para as empresas que ganharem a licitação.

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

Política do desastre

O The Washington Post tem reportagem mostrando que Nova Orleans sempre esteve _ por conta da geografia e da engenharia – fadada ao desastre provocado por um furacão com o poder de destruição de um Katrina. O que impediu que essa situação fosse corrigida foi a politicagem. O custo financeiro de dizer à população da cidade que eles estavam sentados sobre um “vulcão” fez com que seus líderes preferissem ficar em silêncio. O preço que estão pagando é infinitamente mais alto.

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

Interrogações

Desde que o Katrina achatou Nova Orleans, há uma discussão correndo pelo mundo querendo descobrir se o aquecimento global é o responsável pelo aumento da frequência e intensidade de furacões. A capa da Time desta semana é justamente sobre esse assunto e apesar de ser inconclusiva, explica muito bem as possíveis relações entre todos esses fenômenos. Alguma coisa eles têm entre si. Mas as evidências ainda são insuficientes para dizer exatamente o quê.

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

Frankensquito

Na revista Nature Biotechnology, segundo o Guardian, cientistas anunciaram a criação de mosquitos machos geneticamente modificados para combater a malária. Neles há um gen que os torna estéreis e deixa seus testículos fluorescentes. O plano é soltá-los em áreas onde a doença é epidêmica. Eles acasalam com as fêmeas, mas não reproduzem. Isso, segundo os cientistas, erradicaria a malária. A fluorescência nos testículos é para facilitar a sua identificação uma vez soltos na natureza. Uma geringonça inventada pelos sábios é capaz de produzir 180 mil larvas do mosquito transgênico. Seus efeitos ainda não foram testados em larga escala no meio ambiente.

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10 de outubro de 2005
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