Notícias
17 de novembro de 2004

Poluição na China

A BBC News reporta os problemas de saúde causados em Tangshan, cidade a 150 km de Pequim, por uma fábrica de coque, um subproduto de carvão mineral usado na produção de aço.  A poluição da fábrica causa problemas pulmonares, de pele e vários cânceres, como a leucemia. Mas a China precisa de aço para continuar seu crescimento acelerado, se tornou um dos grandes consumidores mundiais. A renda ainda baixa dos chineses faz com que a poluição seja vista como um problema menor. Mas não por muito tempo. Os problemas ambientais causados pelo crescimento acelerado do país são igualmente gigantes.

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2004
Análises
17 de novembro de 2004

Alto da Boa Vista

De Luiz Eduardo Pizzotti     Coordenador de Informações e Planejamento Ambiental     Secretaria Municipal de Meio Ambiente     Prefeitura da Cidade do Rio de JaneiroAo Editor,Sobre a matéria publicada a respeito do Projeto de Lei de Regulamentação da APARU do Alto da Boa Vista gostaria de fazer uma ressalva.Há menção no texto de que seriam permitidos loteamentos na área. De fato, tecnicamente os loteamentos não são permitidos pela legislação atual e também estarão proibidos pela legislação proposta. O que se permite hoje, e que a proposta manteve, é a figura do "desmembramento", ou seja, a subdivisão de um lote, em tantos quanto a testada mínima e a área mínima permitirem.Tentando explicar, reporto-me à legislação, em específico o Decreto n.º 322 de 1976 que definiu a Cota 100 (Zona Especial 1 ou ZE 1) e todo o Zoneamento Urbano de grande parte da Cidade do Rio de Janeiro: testada mínima é a frente de um lote para um logradouro reconhecido. No Rio, cada área da Cidade tem um "lote mínimo" que por sua vez tem uma "testada mínima". Na área da ZE 1, o Lote mínimo tem 10.000 m2 e uma testada mínima de 50m.Portanto o que se permite hoje no Alto da Boa Vista e em outras áreas da Cidade - desde 1976 - é que não pode haver "parcelamento" - ou seja, abertura de lotes com "novas ruas". Porém um hipotético lote, com uma grande testada (frente para a rua reconhecida pela Prefeitura) e com área igual ou superior à 20.000 m2 pode ser subdividido, desde que todos os lotes resultantes tenham, no mínimo, 10.000m2 e 50m de "testada" para a mesma rua. Repetindo, isso é o que vale hoje, e o Projeto de Lei da APARU manteve isso.Cordialmente,

Por Lorenzo Aldé
17 de novembro de 2004
Notícias
16 de novembro de 2004

Metanol em Paranaguá

A explosão do navio chileno Vicuña no porto de Paranaguá (PR) pode ter despejado na água 5 milhões de litros de metanol (CH3OH). Por ser altamente volátil e solúvel em água, este álcool é menos poluente do que os derivados de petróleo. Mas os riscos ambientais existem. Se inalado ou ingerido, o metanol pode causar asfixia, náuseas, tonteira, fadiga, convulsão, cegueira e, dependendo da quantidade, até matar. Altas concentrações podem ser fatais para a vida marinha, embora não contaminem a cadeia alimentar. E como desgraça pouca é bobagem, também vazou o óleo combustível do navio, estimado em 1.300 toneladas. Hoje apareceram peixes e um boto mortos nas águas próximas ao acidente. Ainda não se sabe se intoxicados ou vítimas das fortes explosões. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Ibama realizaram um sobrevôo ao local para começar a avaliar os impactos ambientais. Técnicos dessas instituições disseram temer pelas áreas de mangue. A pesca e o banho estão proibidos nas baías de Paranaguá, Antonina e Guaraqueçaba.

Por Lorenzo Aldé
16 de novembro de 2004
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16 de novembro de 2004

Amazônia como fonte de energia

A possibilidade de investir na Amazônia como fonte de matéria-prima para biodiesel e energias renováveis será debatida quarta-feira, 17, em audiência pública na Câmara dos Deputados. A idéia foi proposta pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional. O presidente da Comissão, deputado Júnior Betão (PPS/AC), defende a produção e o uso desse tipo de energia na região amazônica. “Não tenho dúvida de que o biodiesel é a melhor alternativa de inclusão social das populações mais pobres do interior. Se o Governo investir no setor, o Brasil poderá se tornar, em um futuro próximo, fornecedor mundial de biocombustíveis”. A audiência está marcada para as 10h da manhã no Plenário 15.

Por Carolina Elia
16 de novembro de 2004
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16 de novembro de 2004

Surfistas com ensino superior

Universidades em Florianópolis recebem esta semana o pessoal da Aprender, uma entidade ecológica fundada por surfistas que querem conscientizar os praticantes do esporte sobre a importância de preservar o meio ambiente. Professores e especialistas, todos praticantes do surf, dão palestras nas universidades sobre Mata Atlântica, Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), Movimento Ambientalista, ONGs, Surf e Conservação. Na terça-feira, dia 16, o encontro acontece às 19h na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), campus Norte da Ilha. Os próximos estão marcados para quinta-feira, 18. De manhã, será às 9h no Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina (Cesusc), e o último às 18h30 no auditório da FAPEU, na Universidade Federal de Santa Catarina. Quem perder só terá outra chance no ano que vem.

Por Carolina Elia
16 de novembro de 2004
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16 de novembro de 2004

Discussão que tende a briga

A oportunidade de ter, numa mesma mesa, o Ibama e os Ministérios do Meio Ambiente e das Minas e Energia discutindo o impacto ambiental da construção de hidrelétricas já seria algo raro e a se acompanhar com atenção. Quando a eles se junta o Ministério Público Federal e o tema em pauta é a situação na região Sul, o encontro torna-se potencialmente explosivo. É que lá está acontecendo o mais grave conflito do país em torno da operação de uma hidrelétrica: a de Barra Grande, no rio Pelotas. Talvez por isso, o “Seminário Inicial de Estudo de Avaliação Ambiental Integrada da Bacia Hidrográfica Rio Uruguai” esteja sendo divulgado às pressas e sem abrir espaço à fala de nenhuma ONG. Convites começaram a chegar aos interessados apenas hoje, dia 16. O encontro está marcado para quinta-feira, 18, em Lages (SC). A realização do seminário é uma exigência do Termo de Compromisso assinado entre o consórcio de empreiteiras BAESA e o Ibama, para compensar o processo fraudulento de obtenção da licença ambiental de Barra Grande e a conseqüente derrubada de 4 mil hectares de Mata Atlântica preservada, cuja decisão está na Justiça. Como nessas horas nada é por acaso, pode-se ler a decisão de promover o evento como um sinal de que o Termo de Compromisso está sendo cumprindo. Como também pode-se ler o atropelo e a pouca transparência com que ele foi planejado como um sinal de que não se pretende lá discutir muita coisa. Até porque a chapa já está fervendo.

Por Lorenzo Aldé
16 de novembro de 2004
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16 de novembro de 2004

Baby beija-flores

De Anna Beatriz     Jornalista - RecifeOlá, Marcos!Li um artigo seu na web, sobre uma família de beija-flores que você registrou alguns momentos antes de uma parede fatal surgir. Parabéns, muito belas as suas palavras! Recorro a você porque encontrei em meu jardim ontem, no pé de acerola, há cerca de 2m do chão, um ninho dos danadinhos dos beija-flores. Eles não têm plumagem e não pude observar se a mãe os abandonou. São dois filhotinhos e enquanto eu aguava o pé de acerola, percebi que dois biquinhos sobressaíam abertos pro céu, de dentro de uma espécie de quase casulo de musgos - o ninho, que nem estava muito escondido (tão vulnerável, tadinho!). Me apaixonei de imediato e vigiei de longe o prodígio da natureza. Em meu condomínio há muitos gatos, por isso o perigo.Você sabe de algum site onde eu possa obter algumas informações sobre bebês beijinhas, cuidados, como fotografá-los, etc.??? (creio que se eu usar câmera com flash possa cegá-los).Ah, detalhe: eu sou jornalista e teclo de Recife, moro numa pequena porção da Mata Atlântica, vizinha mesmo de uma floresta onde é comum aparecer daquelas borboletas azuis-turquesa, pássaros-pintores em grupo, camaleões, sagüis, sabiás e toda a espécie de fauna e flora deliciosamente surpreendentes. Moro num condomínio com muita área verde e distante uns 30km do litoral, acho que a espécie em questão no meu terreno é daquela que você citou no artigo da parede branca, o tipo mais "vira-lata" de beijinhas, mas nem por isso, menos fascinante.Fico por aqui e aguardo um retorno, se for possível.Grata,

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2004
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16 de novembro de 2004

Navio explode no Paraná

O navio chileno Vicuña explodiu ontem à noite no Porto de Paranaguá, no Paraná. A cidade sacudiu.O corpo de bombeiros informou ao Globo (gratuito, pede cadastro) que o navio estava sendo abastecido de metanol, combustível altamente inflamável, quando aconteceu uma série de explosões. Vinte e dois tripulantes foram resgatados com vida e 4 estavam desaparecidos até o começo da madrugada. Segundo a Agência Estado (gratuito), a embarcação estava com 11 mil toneladas de metanol a bordo e afundou com pelo menos metade da carga em seu interior. A causa das explosões e os danos ambientais serão investigados hoje. O Globo (gratuito, pede cadastro) lembra outros acidentes ocorridos recentemente no Porto de Paranaguá.

Por Carolina Elia
16 de novembro de 2004
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16 de novembro de 2004

Escravos para derrubar floresta

Mais de 100 trabalhadores escravos foram libertados em uma fazenda em Pacajás, no Pará, durante uma ação do Ministério do Trabalho na região. Eles foram contratos para desmatar parte da floresta amazônica, mas nunca foram pagos e viviam em condições subumanas. No grupo havia menores, uma idosa e uma grávida. Segundo O Globo (gratuito, pede cadastro), não foi a primeira vez que o dono da fazenda foi acusado de escravizar funcionários.

Por Carolina Elia
16 de novembro de 2004
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16 de novembro de 2004

Tubarões em perigo

Biólogos brasileiros estão lançando uma campanha para salvar os tubarões. Um terço das cerca de 90 espécies do litoral brasileiro correm risco de extinção nessa década. Sua pesca em excesso é motivada pelo alto preço das barbatanas, que chegam a US$50 por quilo no mercado internacional. Mal-encarados, eles não angariam simpatia pública. Mas os ataques fatais contra humanos não passam de 12 por ano no mundo inteiro. Segundo os especialistas, a chance de morrer atacado por um cachorro é maior que por um tubarão. O Globo (gratuito, pede cadastro).

Por Eduardo Pegurier
16 de novembro de 2004
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16 de novembro de 2004

Burocracia encarece construção

A burocracia brasileira aumenta os custos na aprovação de um projeto imobiliário entre 280% e 425%, diz matéria do Globo (gratuito, pede cadastro). Cada nova empreitada pede mais de 20 certidões, com prazos diferentes de validade. O pessoal da área também reclama da imprevisibilidade no trâmite dos projetos e da corrupção na área. Como, em geral, esses custos acabam sendo relativamente mais pesados sobre os pobres, outro resultado é o aumento da favelização. Essa ligação foi levantada em várias partes do mundo por Hernando de Soto, economista peruano, que publicou os livros “O mistério do capital” e “Economia subterrânea”.

Por Eduardo Pegurier
16 de novembro de 2004
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16 de novembro de 2004

Indonésia ganha editorial

O descaso dos últimos governos da Indonésia com os recursos naturais do país virou assunto de editorial do New York Times (gratuito, mas exige cadastro). O jornal afirma que, em troca de investimento externo, os governantes permitiram que empresas devastassem a floresta tropical, poluíssem o ar e os rios e destruíssem 80% do recife do país. A Baía de Buyat estaria contaminada com arsênico e mercúrio, inclusive sua vida marinha. Os peixes já estariam proibidos para o consumo.

Por Carolina Elia
16 de novembro de 2004

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