Colunas
23 de setembro de 2004

A falta que um predador faz

Nada ameaça os pombos que voaram do mato para as cidades. Essa é a razão pela qual proliferaram no centros urbanos e viraram pragas. Acabaram iguais aos homens.

Por Silvia Pilz
23 de setembro de 2004
Reportagens
23 de setembro de 2004

Marcadas para tombar

Concessionária da Dutra prepara-se para por abaixo 500 árvores que se encontram ao longo da estrada. Tem autorização do Ibama e o desejo de derrubar outras 5 mil.

Por Francisco Luiz Noel
23 de setembro de 2004
Reportagens
23 de setembro de 2004

Banana made in Brazil

Uma região isolada no que ainda resta da Mata Atlântica no Paraná une empresas americanas, agricultura e conservação do meio ambiente. Todos lucram com isso.

Por Romeu de Bruns Neto
23 de setembro de 2004
Reportagens
23 de setembro de 2004

Fiscal e infrator

Com as carteiras vencidas, fiscais do Ibama trabalham irregulares. Na Serra da Bocaina, eles agüentaram a situação por um ano. Mas agora, ameaçam parar.

Por Lorenzo Aldé
23 de setembro de 2004
Notícias
23 de setembro de 2004

Garimpo em área preservada

Garimpos e áreas desmatadas foram descobertos por uma equipe de pesquisadores dentro do Parque Nacional da Amazônia e das Florestas Nacionais de Itaituba I e II, que juntas formam um corredor de biodiversidade de 1,5 milhão de hectares. O grupo fazia um sobrevôo sobre a área e conseguiu identificar várias clareiras e garimpos em funcionamento. Alguns até com pistas de pouso. As duas Florestas estão muito perto de rodovias como a BR-163, Santarém Cuiabá e a Transamazônica. Essas estradas facilitam a extração e o escoamento dos recursos retirados ilegalmente das florestas.

Por Redação ((o))eco
23 de setembro de 2004
Notícias
23 de setembro de 2004

Abelhas de risco

Da caixa-postal: A vida das abelhas silvestres no Brasil não é nada tranqüila, mesmo em áreas preservadas. Muitas espécies estão ameaçadas de extinção por conta da apicultura que, defendida como uma atividade inofensiva, está invadindo as áreas de preservação e exterminando as abelhas nativas, que sucumbem ao competirem com as abelhas africanizadas. Alguns apicultores adicionam um gesto cruel à sua prática: colocam próximo ao apiário um ovo de galinha com veneno injetado, para matar um mamífero chamado irara, que é doido por mel. Há estudos científicos comprovando que algumas espécies de abelha silvestre são agentes polinizadores específicos de árvores da Mata Atlântica. O desaparecimento delas acarretaria uma grave mudança no ecossistema. Quem deu o alerta foi Germano Woehl Jr., fundador do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade e que mantém reservas ambientais particulares.

Por Redação ((o))eco
23 de setembro de 2004
Reportagens
22 de setembro de 2004

Retrato-falado

Graças a manchas e a calosidades espalhadas pelo corpo, baleias-francas podem ser identificadas individualmente e à distância, como do alto de um helicóptero.

Por Carolina Elia
22 de setembro de 2004
Notícias
22 de setembro de 2004

Marcos

A demolição de uma represa no estado de Nova Iorque está sendo vista como um duplo marco na história da preservação da natureza. Reportagem do The New York Times (gratuito, pede cadastro) informa que ela é a primeira a ser destruída na região por razões puramente ecológicas. E também é a primeira represa que o maior construtor de represas do século XX nos Estados Unidos, o Corpo de Engenheiros do Exército, vai destruir em toda a sua história. Construída em 1915, ela barrou água do rio Neversink para movimentar turbinas de geração de energia elétrica para a cidade de Nova Iorque. Tornou-se uma inutilidade em 1940, quando linhões aéreos passaram a ir buscar eletricidade em usinas maiores e mais distantes. Mas foi deixada no lugar. Acabou virando um problema ambiental. O muro no meio do rio impediu que um molusco subisse seu curso para reprodução. O bicho acabou entrando na lista de espécies ameaçadas e a sua ausência na parte acima da represa no Neversink estava ameaçando a integridade da cadeia alimentar na água. Por isso tomou-se a decisão de demolí-la. O Corpo de Engenheiros entrou no processo por duas razões. Primeiro, tem tradição na construção de represas e, portanto, ninguém melhor que sua tropa para trazê-las abaixo. A segunda é que lei de 1999 autorizou que ele fizess PPP’s com grupos ambientalistas para destruir represas que viraram um risco ecológico. A destruição da represa de Neversink está sendo feita em parceria com a Nature Conservancy.

Por Manoel Francisco Brito
22 de setembro de 2004
Notícias
22 de setembro de 2004

Mundos à parte

As cercas nos campos do Kenya separam mundos completamente diferentes. Dentro delas, nos ranchos que tem proprietários privados, maneja-se a terra e sua produção de maneira correta, mantém-se florestas nativas intactas, a caça indiscriminada é proibida e os animais, inclusive os ameaçados de extinção como o rinoceronte preto, vão muito bem obrigado. Do lado de fora das cercas, as terras são públicas e têm aspecto de deserto. Sobra pouca água, pouco mato e quase mais nenhum animal vive nelas, a não ser o gado dos Masai, tribo que desde a independência do país, em 1963, ganhou o direito de usar terras que ainda pertencem ao Estado. A devastação é de responsabilidade da própria tribo, que sempre se utilizou de maneira irresponsável os recursos naturais à sua disposição. Suas manadas crescem desordenadamente, destroem pastos naturais e derrubam florestas indiscriminadamente. Resultado, os Masai cada vez mais se condenam à miséria. O curioso, segundo relato do The New York Times (gratuito, pede cadastro), é que ao invés de modificarem seus hábitos, respeitar a natureza e manejar melhor seu gado, sentem inveja do que tem os fazendeiros e exigem que estes dêem acesso às suas terras. Insistem que elas no fundo lhe pertencem por direito ancestral. Já começaram a invadir algumas fazendas.

Por Manoel Francisco Brito
22 de setembro de 2004

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