O programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), conduzido pelo governo brasileiro com apoio da agência de cooperação alemã (GTZ) e pela ONG WWF, é um importante estoque de carbono. Isso é que sustenta um estudo feito pelo WWF-Brasil, o Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De acordo com a pesquisa, até 2050, as unidades de conservação criadas pelo programa evitariam a emissão de 1,8 bilhão de toneladas de carbono na atmosfera. Isso representa mais ou menos 5% do total das emissões globais em um ano.
O estudo olhou para os 31 milhões de hectares protegidos pelo Arpa e projetou as áreas que estariam sob pressão de desmatamento para descobrir quanto carbono permanecerá guardado na floresta preservada. Os dados, ainda preliminares, ajudam a esquentar a disputa aqui em Bali sobre mecanismos de incentivo financeiro para combate ao desmatamento. Projeções sobre a destruição de áreas florestadas não estão sendo bem aceitas nas negociações. A delegação brasileira, por exemplo, fala em incentivos para reduções efetivas do desmatamento.
Leia também
Ibama cria comissão para gerir bens apreendidos e tenta dar mais agilidade às destinações
Portaria fixa prazo de 30 dias para criação das comissões e detalha critérios técnicos para avaliar, doar ou leiloar bens apreendidos em fiscalizações ambientais →
Onde os biomas se abraçam
Saberes tradicionais fortalecem a Caatinga na Serra de Exu; Desde 2016, anualmente ocorre um encontro que celebra essa sociobiodiversidade →
ICMBio regulamenta voos de helicóptero sobre as Cataratas do Iguaçu
Nova portaria fixa altitude mínima, horários restritos e proíbe drones recreativos no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná →






