Depois de uma reunião com 60 ministros recém chegados à COP15 neste domingo, a ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff e o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc deram a primeira entrevista coletiva em Copenhague. Praticamente só se ouviu a voz de Dilma, que apesar de ter dominado o discurso, deixou a maioria das perguntas dos jornalistas sem respostas. A ministra, que passou a comandar a delegação brasileira na Conferência do Clima e nesta segunda completa 62 anos, frisou que o Brasil não vai abrir mão da responsabilidade dos países desenvolvidos em nome do fechamento de um acordo sobre clima, e reforçou que apenas eles têm o dever de contribuir financeiramente com um fundo climático. “Não vamos fingir que somos desenvolvidos porque não somos. Nossas emissões per capita são muito baixas”, disse Dilma.
A ministra reafirmou que o Brasil cumprirá as ações de mitigação anunciadas em novembro (redução das emissões nacionais entre 36 e 39% até 2020) com recursos do orçamento da União, mas havendo acesso a financiamentos internacionais o cumprimento das metas voluntárias ocorrerá mais rápido. No final da entrevista, Dilma revelou que o Brasil apoia a criação de uma meta global de redução de emissões em 2050 da ordem de 50%. Nos rascunhos do acordo liberados até agora, existem propostas para que essa diminuição chegue a 85% ou 95% na metade do século.
Veja vídeo com trecho da entrevista
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