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A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) divulgou nesta semana que 2009 foi o segundo ano mais quente da história. Em dezembro, durante a Conferência do Clima, em Copenhague, a Organização Meteorológica Mundial havia afirmado que o ano ficaria certamente entre os cinco mais quentes e que a década de 2000 a 2009 havia sido a mais aquecida desde que se tem notícia. Análise feita por pesquisadores do Instituto Goddard para Estudos Espaciais (GISS) sobre a temperatura da superfície terrestre revelou que as maiores altas ocorreram no Ártico e na Península Antártica. E em todo o hemisfério sul 2009 foi o ano que fez mais calor desde 1880.
Curiosamente, o ano de 2008 foi considerado o mais frio da década, e logo em seguida 2009 ficou a apenas uma fração de grau atrás de 2005, o ano com as temperaturas mais altas da História. “Há uma variação substancial da temperatura global ano a ano causada pelos ciclos El Niño e La Niña, mas quando tiramos a média de temperatura de cinco ou dez anos para minimizar essa variabilidade, percebemos que o aquecimento do planeta é continuamente crescente”, declarou o diretor do GISS, James Hansen.
Nas últimas décadas, os estudos da NASA mostraram que a média de elevação da temperatura global tem sido de 0.2ºC a cada dez anos. Desde 1880, os termômetros já subiram 0.8ºC. Os climatologistas concordam que o aumento do nível de gás carbônico e outros gases na atmosfera são fatores cruciais para a subida das temperaturas, mas não são os únicos. Eles lembram que as mudanças na irradiação do sol, oscilações da temperatura da superfície do mar (motivadas ou não pelo aquecimento ou resfriamento cíclicos do Pacífico) nos trópicos e nos níveis de aerossol (emitidos por vulcões ou queimadas) podem também causar alterações na temperatura do planeta.
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