Reportagens

Cana sem fogo

Pela primeira vez, São Paulo colhe cana-de-açucar sem o uso do fogo em área superior àquela queimada. INPE monitora canaviais com satélite.

Redação ((o))eco ·
26 de abril de 2010 · 16 anos atrás
Clique para ampliar
Clique para ampliar

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) atestou que 55,7% da safra 2009-2010 de cana-de-açúcar no estado de São Paulo foram colhidas sem queimadas. É a primeira vez desde o início do monitoramento do projeto Canasat, em 2006, que a colheita mecanizada superou em área aquela realizada com uso do fogo.

Em 2007, o governo paulista assinou o Protocolo Agroambiental com a União da Indústria de Cana de Açúcar do Estado de São Paulo (Única), determinando a substituição gradativa da queima da palha para a colheita sem fogo até 2014.

Sem a verificação por satélite, seria difícil avaliar o cumprimento do acordo nos 4,9 milhões de hectares de área colhida de cana nesta temporada, o que faz de São Paulo o estado responsável pela produção de 60% da cana do país. O projeto Canasat monitora também lavouras em Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O periódico Remote Sensing publicou recentemente o artigo de pesquisadores do INPE sobre a rápida expansão da cana-de-açúcar em São Paulo, como consequência do aumento da demanda por etanol. De 2003 a 2008, a área dos canaviais cresceu de 2.57 milhões de hectares para 4.45 milhões de hectares, segundo o Canasat. A expansão se deu sobre outras áreas de lavouras e pastagens.

Saiba mais sobre o projeto Etanol Verde, do governo de SP.

Leia também

Notícias
16 de janeiro de 2026

Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas

Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central

Notícias
16 de janeiro de 2026

Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar

Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha

Análises
16 de janeiro de 2026

Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo

O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.