Reportagens

Audiência pública com 10 anos de atraso

O porto da Cargill em Santarém será debatido após anos de funcionamento e de ter criado, segundo o Greenpeace, um ciclo de devastação na Amazônia. 

Redação ((o))eco ·
13 de julho de 2010 · 16 anos atrás
Nesta quarta-feira, dia 14 de julho, em Santarém (PA) acontecerá uma audiência pública com 10 anos de atraso.

Na pauta, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Porto graneleiro da Cargill, uma verdadeira exceção às regras de licenciamento ambiental, pois pela primeira vez no Brasil um estudo é realizado posteriormente à conclusão da obra.
 
A audiência permitirá a participação de instituições ambientalista, como o Greenpeace, o Ministério Público do Pará e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém, que por anos tem sido os mais aguerridos em apontar os danos de se ter um porto exportador de grãos em região de floresta amazônica. A chegada do terminal graneleiro ao Porto paraense sem base em um EIA só agravou a disputa econômica e o desmatamento na região. 
 
Com a divulgação da possibilidade de expansão da capacidade do porto da Cargill, e com mais três lotes disponíveis para arrendamento, as entidades afirmam que a Amazônia sofrerá uma intensificação do desmatamento e um novo ciclo de expansão da soja.

O EIA é o relatório responsável por medir impactos ao meio ambiente por obras de grande escala. Serve de respaldo científico na elaboração de mitigação e resolução dos impactos. 

Evento: Audiência Pública do EIA/Rima do Porto Graneleiro da Cargill

Quando: 14/07 – quarta-feira, às 9h

Onde: Iate Clube de Santarém – Rua 24 de outubro, 3718.

Mais informação:

 

Leia também

Notícias
16 de janeiro de 2026

Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas

Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central

Notícias
16 de janeiro de 2026

Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar

Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha

Análises
16 de janeiro de 2026

Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo

O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.