A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou pela primeira vez nesta quinta (22) os dados, consolidados sobre o desmatamento dos Pampas, além de divulgar também os dados sobre a Amazônia, cujo desmatamento foi 47% menor do que o do mesmo período em 2008 e 2009.
O ministério reconhece a perda dos ecossistemas e afirma que agora está investigando as causas a fim de propor soluções para o problema. O Pampa já perdeu 54% de sua área original ao longo de sua ocupação histórica. Foram perdidos 1,23% desse bioma entre 2002 e 2008, totalizando 36.400 hectares.
O MMA propõe como solução a criação de novas unidades de conservação no bioma, a adoção de práticas sustentáveis na agricultura e pecuária e a conformação com as orientações do zoneamento econômico-ecológico (formulado recentemente pelo Conselho de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul).
Já é observada a redução do desmatamento em quase todos os estados brasileiros, com exceção do Amazonas, que teve aumento de 6%. O MMA pretende avaliar os motivos, e perpetuar o monitoramento dos estados com maiores índices de desmatamento, como Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas com ajuda dos dados espaciais fornecidos pelo INPE.
O MMA considera a redução do desmatamento como parte do processo que envolve fatores a exemplo do fortalecimento da fiscalização da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e Casa Civil. Além disso, muitas outras ações contra o desmatamento já encontram-se em andamento. Luciano Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama afirma que atualmente existem 14 operações contra o desmatamento na Amazônia e que neste ano serão 226, incluindo fechamento de serrarias e apreensão de madeira já realizados no período entre agosto e maio. (Laura Alvez com informações do MMA)
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Depois do desmonte, reconstruir a governança ambiental paulista
Reconstruir a governança ambiental do estado passa por resgatar uma trajetória de referência em planejamento ambiental, gestão dos recursos hídricos e construção institucional →
ABRAMPA propõe instrumentos econômicos para garantir recursos às Unidades de Conservação
Nota técnica reúne mecanismos previstos em lei para ampliar o financiamento das UCs e garantir recursos para regularização fundiária, gestão e manutenção das áreas protegidas →
Proposta de UC para muriquis no Paraná avança, mas é flexibilizada
Após uma década de estudos, os ameaçados muriquis do Paraná podem ganhar área protegida ainda este ano, porém não de proteção integral, como pleiteavam os pesquisadores →

