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O conflito entre governo federal e a ASA (Articulação do Semi-Árido) envolvendo a construção de cisternas para armazenamento de água da chuva em regiões isoladas no semiárido brasileiro parece superado. Reunião entre representantes da ministra do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, com representantes da ASA resultou na promessa de um investimento de R$ 120 milhões (da Fundação Banco do Brasil) para a construção de 60 mil cisternas no sertão nordestino.
Não parou por aí. O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) enviou à presidente Dilma uma defesa do programa liderado pela ASA.
Já a cisterna da ASA sai por um total de R$ 2,1 mil, incluindo material e mão-de-obra. Os beneficiados e seus vizinhos participam da construção. A técnica é simples: a água da chuva é conduzida à cisterna por calhas ao redor do telhado. A água da chuva é abundante em dois ou três meses no semiárido brasileiro.
Além das cisternas para uso humano com 16 mil litros de volume de armazenamento para consumo humano, a ASA desenvolveu outro modelo de cisterna muito maior, onde uma área cimentada (um calçadão) com 200 metros quadrados substitui o telhado na captação da água. A chuva é escoada por canaletas para uma cisterna com capacidade para 52 mil litros de água, que será usada para a produção agroecológica.
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A ASA segue em frente. “Vivemos a vitoria do povo do semiárido, ao manter ações e estratégias vitais para sua cidadania e liberdade”, avalia Naidison Baptista, coordenador da ASA pela Bahia. A ASA receberá repasses de R$ 138,7 milhões para capacitação de famílias agricultoras e construção de tecnologias sociais de armazenamento de água para consumo humano, produção de alimentos e criação de animais.
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