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COP19: quase 3 em cada 10 países não mandarão ministros

Um terço dos países, como a Austrália, preferiu funcionários de baixo escalão a enviar ministros para representá-los na conferência.

Sophie Yeo ·
13 de novembro de 2013 · 8 anos atrás
The Guardian Environment Network
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Um terço dos países deixou seus ministros em casa e desprestigiou a COP-19. Foto: Dora Maus
Um terço dos países deixou seus ministros em casa e desprestigiou a COP-19. Foto: Dora Maus

De acordo com números divulgados pelas Nações Unidas, mais de 10 mil pessoas irão passar as próximas duas semanas pululando pelos seus corredores, ocupadas de maneiras diferentes em encontrar uma solução para as mudanças climáticas.

Mas apenas 134 deles serão ministros, apesar do fato de que haverá 189 países presentes na conferência.

O representante enviado por cada país indica o nível de importância que atribui às negociações.

A Austrália atraiu recentemente atenção por sua recusa em enviar Greg Hunt, seu ministro do Meio Ambiente, ou Julie Bishop, ministro das Relações Exteriores, para a COP-19. Em vez disso, a Austrália vai enviar Justin Lee, seu embaixador do clima, como principal negociador.

Enquanto os mais altos funcionários do mundo se reúnem para discutir como conter as emissões e mobilizar os recursos para isso, Hunt , ao contrário, ficou no parlamento australiano, tentando cumprir a promessa eleitoral do primeiro-ministro Tony Abbott de revogar o imposto do país sobre emissões de carbono.

Em 2007, Kevin Rudd, ex- primeiro-ministro trabalhista participou pessoalmente das negociações climáticas da ONU, durante seu primeiro mandato, quando ratificou o compromisso da Austrália ao Protocolo de Kyoto, que obrigou os países industrializados a reduzirem suas emissões.

Este ano, 2 primeiros-ministros e 2 presidentes estarão presentes na conferência, vindos de alguns dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas, incluindo as ilhas do Pacífico de Tuvalu e Nauru , junto com os países africanos, Etiópia e Tanzânia.

O Reino Unido vai enviar 2 ministros do Departamento de Energia e Mudanças Climáticas , enquanto os EUA enviaram Todd Stern, que não é um ministro, mas é uma voz influente no debate sobre mudanças climáticas dentro do governo americano.

O número de ministros inscritos para participar nem sempre reflete todos aqueles que participarão, pois há sempre a possibilidade dos participantes inscritos pularem fora na última hora.
Mas, apesar da presença ministerial fraca, o número de participantes nesta conferência aumentou em relação a 2012 – existem exatos 10.106 inscritos, em comparação a 9.004 que apareceram no ano passado em Doha.

 

*Esse artigo é publicado em parceria com a Guardian Environment Network, da qual ((o))eco faz parte. A versão orginal (em inglês) foi publicada no site do Guardian. Tradução de Eduardo Pegurier

 

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