
Dois anos de pesquisas permitiram ao biólogo Mauro Teixeira Júnior levantar dados sobre hábitos alimentares, relações com o clima, períodos de reprodução e outras informações inéditas sobre lagartos que vivem no pouco estudado vale do rio Peruaçu, norte de Minas Gerais, onde avança o semi-árido brasileiro. Foi lá que ele avistou, em 2007, um Enyalius pictus, espécie que até então especialistas só haviam encontrado na Mata Atlântica. A pesquisa conduzida junto ao Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo teve apoio da Fapesp e recolheu dados preciosos sobre aqueles animais, típicos da “mata seca” que cresce sobre solos calcários e que perde as folhas a cada estiagem. Alguns lagartos terão seu DNA analizado para aprofundar o conhecimento sobre suas características e, quem sabe, apontar novas espécies. Por falar nisso, nas armadilhas preparadas por Teixeira durante a pesquisa também surgiu um novo sapo. Adiante, o biólogo deve seguir vasculhando regiões semelhantes no restante do Brasil. Mais informações da agência Fapesp aqui.
Saiba mais:
Bem-vindas à ciência
A viagem do espeleólogo Claude Chabert
Sem abalos
Reencontro
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Economista sugere criação de ‘pix climático’ para famílias afetadas por enchentes e deslizamentos
Proposta surgiu durante encontro promovido pela ong RioAgora.org, que reuniu especialistas para debater propostas para os candidatos ao governo do RJ →
O que está em jogo com a crise da moratória da soja
STF convoca audiência de conciliação em abril, em meio ao enfraquecimento do acordo que ajudou a conter o desmatamento na Amazônia nas últimas duas décadas →
Plano de bioeconomia aposta em metas ambiciosas até 2035
MMA publica resolução da Comissão Nacional de Bioeconomia que define objetivos para crédito, restauração e uso sustentável da biodiversidade →

