Pesquisadores do Instituto Smithsoniano e de universidades norteamericanas descobriram que pássaros, morcegos e lagartos, ao se alimentarem de insetos, indiretamente progetem a floresta. Os banquetes reduzem os danos à floresta em 40%, aumentando em 14% sua biomassa.
Para chegar a essa conclusão, os especialistas analisaram mais de cem estudos publicados sobre a predação de insetos por pequenos animais. Antes desse estudo, se acreditava que os efeitos da predação de insetos sobre a floresta eram menores, porque os animais não devoram apenas herbívoros, mas também outros predadores, como aranhas e várias outros insetos. Desta maneira, ao comer aranhas, por exemplo, permitiriam que populações de lagartas aumentassem, o que seria ruim para as plantas. Mas para os pesquisadores do Instituto Smithsoniano, esta teoria não se sustenta, porque pássaros e outros predadores, mesmo se alimentando de aranhas, não dispensam as lagartas na hora de comer.
“Nossas descobertas são relevantes para comunidades naturais como campos e florestas, mas também para produção de alimento para o homem, porque estes predadores de insetos também reduzem pestes em cultivos”, disse Sunshine Van Bael, cientista do Smithsonian Tropical Research Institute. (Vandré Fonseca)
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
À espera de um filhote de harpia
Saga de sete dias para capturar o filhote na Mata Atlântica baiana permite instalação de transmissor que ajudará a coletar dados inéditos sobre a espécie →
O que a invasão dos javalis nos ensina sobre o princípio da precaução
Quando os princípios ambientais recomendam cautela, avaliação prévia dos riscos e mais estudos, muitos provavelmente enxergam tais exigências como entraves burocráticos ao desenvolvimento →
BR-163 acelera exportações de soja, aumenta emissões de poluentes e aquece esquemas do mercado de carbono
Da história da construção da rodovia aos impactos atuais dos caminhões na saúde respiratória, as emissões movimentam a compra e venda de créditos de carbono “opacos” entre os estados do MT e PA →
