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Exploração sustentável de plantas medicinais e aromáticas

Regularização da exploração e comércio de plantas silvestres deve impulsionar a preservação de espécies ameaçadas.

Redação ((o))eco ·
13 de setembro de 2010 · 15 anos atrás
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O lançamento de uma nova norma para a coleta e comércio de produtos ambientalmente sustentáveis irá beneficiar comunidades que dependem da extração de plantas medicinais e aromáticas. A nova norma combina a base de duas normas pré-existentes, a de comércio justo de plantas medicinais e aromáticas, da FairWild Foundation de 2006 e as Normas Internacionais para Uso Sustentável e Coleção de Plantas Medicinais e Aromáticas (ISSC-MAP), de 2007.

A pesquisa extensiva e consulta com especialistas na área de plantas medicinais e representantes da indústria de produtos herbais confere à nova norma maior experiência e conhecimento em relação às normas anteriores. A iniciativa pretende manter os recursos de plantas silvestres, prevenir impactos ambientais negativos causados pelas atividades de coleta, respeitar os direitos e costumes do plantio das ervas medicinais, assegurar os benefícios para as comunidades locais e o tratamento justo com os coletores, incluindo a limitação do trabalho infantil.

“A Aplicação da norma revisada irá assegurar que plantas medicinais sejam administradas e coletadas de forma sustentável, e que aqueles envolvidos na coleta e troca destas receba uma parte justa por seu esforço e conhecimento”, diz Bert-Jan Ottens, responsável por Comunicação e Marketing da FairWild Foundation.
 
A norma da FairWild é útil não só para empresas que desejam certificar seus produtos dentro do comércio justo, mas assim como as normas anteriores foram utilizadas por governos de diversos países como base da administração de seus recursos naturais, elas garantem o compromisso com a Convenção da Diversidade Biológica.

Mais de 400 mil toneladas de plantas medicinais e aromáticas são vendidas anualmente no mundo todo e, em sua maioria, essas espécies são colhidas em ambientes silvestres. Quase 22% das espécies medicinais utilizadas globalmente estão ameaçadas pela super exploração e por perda de habitat. 

“No ano internacional da Biodiversidade, governos, empresários e consumidores devem reconhecer que a super exploração de plantas silvestres pode ameaçar a saúde das pessoas, a economia e a biodiversidade em larga escala, além de empobrecer a qualidade de vida dos coletores que, na maioria das vezes, pertencem às camadas sociais mais pobres de seus países”, diz o Professor Beate Jessel, presidente da BfN, agência alemã que ajudou na fundação da FairWild Foundation. (Laura Alves)

Atalho
Fair Wild Standards



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