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Foi encontrada, pela primeira vez em dez anos, uma das espécies mais raras e enigmáticas do mundo, o Saola (Pseudoryx nghetinhensis) das Montanhas de Laos e Vietnam. Capturado por camponeses da província central de Bolikhamxay, em Laos, o animal foi levado de volta à vila e mantido em cativeiro.
No final de agosto, quando a notícia de captura do Saola chegou às autoridades, o Departamento de Agricultura e Gestão Florestal mandou uma equipe imediatamente ao local, aconselhados pela IUCN e pelo Programa da Sociedade para Conservação da Vida Selvagem de Lao (WCS). Infelizmente o Saola, um macho adulto, ficou muito enfraquecido devido aos dias em cativeiro e morreu pouco depois da chegada da equipe de especialistas à remota vila. Porém, o animal foi fotografado ainda em vida, o primeiro registro confirmado da espécie depois de duas fotos tiradas com armadilhas fotográficas em 1999. Após a morte, a carcaça foi levada até Pakxan, capital da província, aonde será preservado para análises futuras. Essa possibilidade trará maiores conhecimentos sobre a espécie e pode ajudar na construção fortes esforços conservacionistas. É um passo para maior contato com a misteriosa e fantástica espécie asiática.
Os Saolas, descobertos em 1992, na reserva natural de Vu Quang no Vietnã, na fronteira com Laos são uma espécie muito tímida e extremamente rara, daí seu apelido, unicórnio. Muitos acreditam que o mito do unicórnio mágico chinês, o “gilin”, pode ter sido criado a partir do Saola, quando, possivelmente, essa espécie viveu na China. O Saola é uma espécie considerada criticamente ameaçada na lista vermelha da IUCN e, provavelmente, não existem mais do que algumas centenas deles no mundo selvagem. Não há nenhum desses raros animais em zoológicos ou cativeiros, portanto sua extinção na natureza significaria sua extinção definitiva.
“Esse incidente ressalta a importância de Laos para a conservação da vida selvagem mundial. O Saola e muitas outras espécies endêmicas são encontradas apenas aqui. Nosso conhecimento sobre eles é limitado e, em Laos, precisamos aumentar a proteção para os ecossistemas e para as especiais espécies que eles abrigam, como o Saola. Muito ainda precisa ser feito”, diz Ms. Latsamay Sylavong, representante nacional da IUCN do Programa Lao.
Macho capturado em Laos, ainda em vida. Os Saolas, com seus longos chifres e marcas brancas distintas na face são muito parecidos com os antílopes africanos, embora seja mais aparentado de bovinos selvagens. (foto IUCN)Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
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