
Com paredes brancas, muitos vãos livres que possibilitam a entrada de luz e circulação de ar, o prédio do CER projetado pelo arquiteto Roberto Montezuma possui características bioclimáticas, por isso dispensa uso de aparelhos de ar condicionado ou iluminação enquanto for possível utilizar a luz natural. No telhado, placas para captação de energia solar. A construção civil representou investimento de R$ 2 milhões e a aquisição e instalação dos aparelhos para os laboratórios consumiu R$ 5 milhões.
Os dois principais focos do CER serão a produção conhecimento nas áreas no campo da energia eólica e da energia solar. Pernambuco possui duas fábricas de turbinas eólicas, duas de torres e uma de pás. Também foi anunciada a primeira fábrica de painéis de geração de energia solar da América. Todos os empreendimentos estão ou serão instalados no complexo industrial de Suape, a coisa de 60km do Recife.
Segundo o professor Chigueru Tiba, pesquisador do Grupo de Fontes Alternativas de Energia, o petróleo é importante fonte de energia para os próximo 30 anos, mas as energias renováveis serão correntes no futuro sem óleo. A tradição da UFPE no setor vem dos anos 70, data daquela que ficou conhecida como primeira crise do petróleo. O objetivo da UFPE, com o CER, e manter o destaque que possui no meio acadêmico como centro de pesquisas na área.
O CER vai procurar traçar os caminhos que aproximam a academia das empresas, de certa forma como ocorreu no setor de tecnologia da informação, com o Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (Cesar) e Centro de Estudos Avançados de Conservação Integrada (Ceci). O Cesar tornou-se destaque nacional na área de produção de conhecimento e profissionais de TI e o Ceci contribui nas atividades de restauração e conservação de patrimônios históricos.(Celso Calheiros)
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