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A ‘nova cara’ do meio ambiente no RJ

Governo do estado muda as chefias das pastas ambientais. Ex-ministro Carlos Minc volta ao cargo de secretário, enquanto Marilene Ramos assume o INEA.

Redação ((o))eco ·
3 de janeiro de 2011 · 16 anos atrás
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Enquanto ministro, Minc e um de seus notáveis coletes (foto Agência Brasil)
Enquanto ministro, Minc e um de seus notáveis coletes (foto Agência Brasil)

Rio de Janeiro – A nova cúpula responsável por organizar o meio ambiente no Rio de Janeiro já está formada e começa os trabalhos dos próximos quatro verões neste primeiro mês de 2011. Na Secretaria de Estado do Ambiente, Marilene Ramos devolve o bastão para Carlos Minc, que deixou a pasta em 2008 para assumir o Ministério do Meio Ambiente. Após dois anos em Brasília, ele deixou o governo federal com as taxas de desmatamento na Amazônia em queda e se reelegeu deputado estadual.

Marilene, no entanto, não se despede do governo. Nomeada pelo governador Sérgio Cabral para a presidência do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), ela vai apenas trocar de gabinete e entra no lugar de Luiz Firmino, que agora passa a ocupar a subsecretaria do Inea. A vice-presidência do órgão, por sua vez, foi entregue a Denise Rambaldi, conhecida por liderar a equipe da entidade sem fins lucrativos Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD). André Ilha, por sua vez, permanece à frente da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea.

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Entre os mais importantes desafios que Carlos Minc vai enfrentar na atual gestão pode-se citar o destino final dos resíduos sólidos, uma vez que há inúmeros protestos contra a construção do aterro sanitário de Seropédica. Além disso, está nas mãos do ex-ministro a formulação da Política Estadual de Pagamentos por Serviços Ambientais, tema cada vez mais recorrente e de suma importância para o abastecimento de água no estado.  

Ao menos, terá uma forte aliada na esfera federal, a ministra do Meio Ambiente Isabella Teixeira, uma colaboradora de longa data de Minc e que foi indicada após a saída dele do cargo. A relação entre governo estadual e federal nos tema ambientais será extremamente importante no Rio de Janeiro, estado onde a produção de petróleo deve se intensificar ainda mais com as descobertas da camada do pré-sal. Além disso, serão nos próximos quatro anos, que os principais investimentos para a Copa de 2014 e as Olímpiadas de 2016 serão realizados. E com a promessa de fazer estes eventos os mais verdes da história, trabalho não vai faltar. (Felipe Lobo)

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