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Resgatado primeiro peixe-boi de 2011

Encontrado às margens do rio Negro, filhote desgarrado da mãe tem 87 centímetros de comprimento e 11 quilos. Foi levado aos tanques do INPA. 

Redação ((o))eco ·
4 de janeiro de 2011 · 15 anos atrás
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Visualizar Filhotes de peixe-boi 2011 em um mapa maior

Manaus – O primeiro filhote de peixe-boi (Trichechus inunguis) resgatado no ano chegou aos tanques do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) no início da tarde do primeiro dia útil do ano, 3 de janeiro. É uma fêmea com 87 centímetros de comprimento e 11 quilos, que ainda tem a pele aveludada de filhotes recém-nascidos. A idade estimada pelos biólogos: menos de 1 mês. É um animal saudável e bem alimentado, o que leva os pesquisadores a acreditar que foi separada da mãe há pouco tempo.

A pequena fêmea foi encontrada na margem do Rio Negro, perto da comunidade de Cacau-Pirêra, Iranduba, pelo condutor de lancha Elias Gomes Lima. Ele abria caminho para a voadeira (barco) entre as plantas aquáticas que estavam na praia, quando viu o filhote. “Pensei que fosse uma cobra enrolada, mas depois voltei e vi ela encalhada e ouvi ela chorando”, afirma Elias Lima. “Nunca tinha visto um bicho destes”, completa.

Foi levada ao Inpa em uma viatura do Batalhão Ambiental da Polícia Militar e agora está em quarentena em um tanque do Inpa, que agora mantém 39 peixes-bois em cativeiro. A fêmea foi alimentada e passa por uma quarentena, para se adaptar ao cativeiro. No ano passado, 13 peixes- bois foram resgatados pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), que atua em convênio com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos do INPA.

Veja mapa interativo dos peixe bois resgatados em 2010

Mas para os biólogos, o resgate significa que os animais estão sendo retirados da natureza, o que deve ser evitado. “O nosso objetivo não é colecionar exemplares da espécie”, afirma o diretor da Ampa, Jone César Silva. Jone César orienta a quem encontrar um filhote de peixe-boi a observar por alguns minutos se a mãe está por perto. Se a mãe não for vista, é preciso entrar em contato com órgão ligados ao meio ambiente para fazer o resgate. “Caso contrário, orientamos que devolva o animal imediatamente para a natureza para que ele possa exercer sua função no ecossistema”, ressalta o diretor da Ampa. (Vandré Fonseca)

 

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