Salada Verde

Campanha mundial para a proteção das abelhas

Organização quer recolher 1 milhão de assinaturas para entregar petição a União Europeia contra pesticida feito à base de nicotina, que seria responsável pela morte das polinizadoras

Daniele Bragança ·
11 de janeiro de 2011 · 16 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Cadê as abelhas que estavam aqui? Foto: Vitor S/Flickr.

Há anos cientistas alertam para o desaparecimento de milhões de abelhas em todo mundo. Chamam esse fenômeno de Desordem de Colapso da Colônia (Colony Collapse Disorder – CCD, em inglês), quando as abelhas não conseguem voltar para as colmeias e simplesmente desaparecem no caminho. Os cientistas ainda não chegaram a uma conclusão do porque do colapso, mas alguns responsáveis já foram apontados: os pesticidas.

A morte das abelhas tem efeito direto na produção dos alimentos: elas são responsáveis por pelo menos 73% polinização das plantas, de acordo com estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) publicado em 2004.

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Pelo menos duas marcas entraram na lista negra: O Imidacloprid , o mais importante pesticida neonicotinóides do mercado, ou em bom português, insenticidas que tiveram origem na molécula de nicotina. E o pesticida Fipronil, proibido na França em 2004 por causa da mortandade das abelhas.

Segundo Joergen Tautz, da Universidade de Wurzburg, em entrevista ao diário britântico Daily Telegraph: “As abelhas são vitais para a biodiversidade. Há 130.000 espécies de plantas, por exemplo, para que as abelhas são essenciais para a polinização, a partir de melões, abóboras, framboesas e todos os tipos de árvores frutíferas”.

Para pressionar a União Europeia a proibir o uso dos pesticidas neonicotinóides, os ambientalistas estão fazendo uma petição online solicitando a proibição do seu uso. A campanha “Emergência Mundial Pelas Abelhas”, da Avaaz, necessita de 1.000.000 assinaturas, e havia conseguido, até o fechamento desta nota, 607.785 assinaturas de todas as partes do mundo. Existe também um movimento nas redes sociais, como Facebook e Twitter, encabeçado pela Avaaz. (Daniele Bragança)

Click aqui para aderir à campanha

  • Daniele Bragança

    Repórter e editora do site ((o))eco, especializada na cobertura de legislação e política ambiental. →

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