Vandré Fonseca
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Os resultados demonstram tanto a importância dos estatocistos (órgãos semelhantes a balões cheios de líquido, que ajudam estes invertebrados a manter o equilíbrio e a posição) na percepção de sons de baixa frequência quanto os efeitos negativos provocados pelo barulho nestes órgãos. Em todos os aninais, células ciliadas dos estatocistos sofreram danos. Além disso, a exposição provocou inchaço nas fibras nervosas.
“Se as exposições curtas, relativamente de baixa intensidade, utilizadas em nossos estudos podem causar tais traumas severos, então o impacto da poluição sonora, de alta intensidade e contínua, no oceano pode ser considerável”, diz André. “Por exemplo, nós podemos prever que, desde que os estatocistos são responsáveis pelo equilíbrio e orientação espacial, danos provocados pelo barulho nestas estruturas podem afetar também a habilidade de cefalópodes caçarem, fugirem de predadores e também se reproduzirem. Em outras palavras, isto pode não ser compatível com suas vidas”, completa.
Os efeitos do barulho em golfinhos e baleias já eram conhecidos, devido a importância vital das informações acústicas para estas espécies, mas não haviam estudos indicando impactos graves em invertebrados. Estes danos haviam sido sugeridos, após serem encontradas lesões em lulas encontradas mortas ao longo da costa das Astúrias, na Espanha, entre os anos de 2001 e 2003.
Link para ao artigo: http://www.lab.upc.es/index_link.php?web=frontiers&lang=en
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