Salada Verde

Projeto de Lei quer proibir peles em eventos de moda

O texto proíbe o uso de peles de qualquer animal em eventos no Brasil e, para infratores, prevê pena de reclusão de um a três anos e multa.

Daniele Bragança ·
9 de setembro de 2011 · 11 anos atrás
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Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Para produzir casacos de pele, 100 milhões de animais são mortos por ano ao redor do mundo. Foto: echoforsberg.

O uso de peles de animais pode parecer “fashion” para alguns, de mau gosto para outros, e até criminoso para terceiros. Este último grupo acaba de ganhar uma força do Congresso Nacional. O Projeto de Lei Nº 684/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), pretende tornar crime contra o meio ambiente a prática de ostentar peles de animais em eventos de moda.

De acordo com o texto da proposta, fica proibido o uso de peles de qualquer animal em eventos no Brasil. A pena prevista para o descumprimento da lei é de reclusão de um a três anos mais multa.

O que impressiona nesse comércio são os números, tanto do dinheiro envolvido, quanto do número de animais mortos para se fazer um único casaco de pele de comprimento médio. Mundialmente, o comércio de peles movimenta um total de 1,6 bilhão de dólares por ano. Abaixo, seguem dados com o número de animais mortos para a confecção de um único casaco.

Veja o número de animais mortos por casaco, de acordo com a espécie:

 

Arminhos 125
Chinchilas 100
Martas-zibelinas 70
Martas-canadianas 50
Ratos-almiscarados 30
Coelhos 30
Guaxinins 27
Texugos 17
Coiotes 16
Lontras 14
Castores 9
Fonte: Projeto Esperança Animal (PEA)

Segundo a ONG WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal, na sigla em inglês), 100 milhões de animais são mortos todos os anos para a fabricação de vestimentas de grife.

Tramitação

O Projeto de Lei, que acrescenta artigo à Lei de Crimes Ambientais, foi aprovado com unanimidade pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Agora, será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e passará pelo Plenário.

 

  • Daniele Bragança

    Repórter e editora do site ((o))eco, especializada na cobertura de legislação e política ambiental.

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