Salada Verde

Izabella anuncia veto de 9 pontos na MP do Código

Anúncio foi feito agora a noite pela ministra do Meio Ambiente. Decreto presidencial será publicado amanhã (18) do Diário Oficial.

Redação ((o))eco ·
18 de outubro de 2012 · 14 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Durante coletiva, Izabella Teixeira fala sobre os vetos presidenciais ao Código Florestal. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Durante coletiva, Izabella Teixeira fala sobre os vetos presidenciais ao Código Florestal. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Foram nove pontos vetados pela presidente Dilma à medida provisória 571, que complementa o Código Florestal Brasileiro. A informação foi anunciada na noite desta quarta-feira pela ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira e pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Um decreto presidencial será publicado amanhã no Diário Oficial especificando os pontos vetados.

Segundo a ministra, a função dos vetos foi manter um tripé de princípios: “não anistiar, não estimular desmatamentos ilegais e assegurar justiça social”.

O governo vetou às modificações feitas pelos parlamentares que diminuiu a faixa de área de preservação permanente que deveria ser recomposta de beira de rio para médias e grandes propriedades. Assim, devolveu à lei a chamada regra da “escadinha”, segundo a qual quanto maior a propriedade, maior a recomposição.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



”Aquilo que nós entendemos que o Congresso fez que na realidade contribui para o aperfeiçoamento da medida provisória e que não fere os princípios de levar ao desmatamento, à anistia; e a questão da inclusão social e da permanência do pequeno agricultor, isso foi mantido”, disse Izabella.

Recomposição de mata em beira de rio com árvores frutíferas também foi vetado.  “Não teremos áreas de pomar permanente, como diziam alguns”, alfineta Izabella.

O decreto com as normas gerais dos Programas de Regularização Ambiental (PRA) dos estados só será conhecido amanhã, mas segundo Izabella, outras publicações, decretos e portarias ministeriais serão necessários para a regulamentação de pontos do Código Florestal.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Análises
4 de setembro de 2026

A restauração na Amazônia começa a sair da meta e entrar na propriedade

O desafio atual é formar capacidades locais para que a recuperação da vegetação nativa tenha permanência, renda e governança

Reportagens
4 de setembro de 2026

Estudo revela  impacto da poluição do ar nas árvores da Mata Atlântica paulista

O intuito do estudo foi encontrar árvores resilientes à poluição do ar com potencial para o reflorestamento urbano

Colunas
4 de setembro de 2026

Entre a fartura e a escassez, o dinheiro não compra o que a floresta deixou de produzir

Somos todos dependentes dos mesmos ciclos naturais. As mudanças que ameaçam os modos de vida e a produção dos povos da floresta e do campo também afetará quem mora na cidade

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.