
A caça ilegal de elefantes diminuiu pelo quinto ano consecutivo no leste da África e o número de apreensões de marfim comercializado ilegalmente registrou o seu maior nível em 2016. Esses bons resultados constam no relatório Status of Elephant Populations, Levels of Illegal Killing and the Trade In Ivory: A Report To The Cites Standing Committee divulgado, na terça-feira (24), pela Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites).
O documento baseia-se em dados dos novos relatórios do Programa CITES MIKE (Monitoramento de Matança Ilegal de Elefantes) e do Sistema de Informações Comerciais de Elefantes (ETIS), além das atualizações sobre o estado de conservação de elefantes fornecidas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Esses dados serão discutidos na 69ª reunião do Comitê Permanente da CITES, que ocorrerá no mês que vem.
O número de registros de carcaça de elefantes na Tanzânia, por exemplo, caiu 55% em 2016 em relação a 2015, mesmo resultado foi encontrado no Quênia.
Aumento no combate à caça ilegal
O relatório informa que 2016 foi o ano com maior número de apreensões de marfim ilegal, com cerca de 40 toneladas de marfim confiscados. O total do marfim apreendido no comércio ilegal é agora quase três vezes maior do que o observado em 2007.
“O aumento das apreensões de marfim negociado ilegalmente, em 2016, também pode ser uma indicação de que o tráfico de marfim tem sido influenciado pela perspectiva de maiores controles, iminente proibição doméstica em vários países e a antecipação da queda contínua do preço”, explica John E. Scanlon, secretário-geral da CITES.
O documento revelou que a população de elefantes da África viveu os piores declínios em 25 anos, principalmente devido à caça furtiva nos últimos dez anos. O declínio foi de 111 mil em uma década.
“A África Oriental foi gravemente afetada pelo aumento da caça furtiva nos últimos dez anos e experimentou uma redução de quase 50% na população de elefantes”, disse Scanlon. “No entanto, houve um declínio constante nos níveis de caça furtiva desde o seu pico em 2011, e a análise de 2016 conclui que as tendências gerais de caça furtiva agora caíram para os níveis anteriores a 2008. Isso nos mostra que é possível através de esforços contínuos e coletivos, juntamente com um forte apoio político, reduzir essa demanda”.
Saiba Mais
Relatório Status of Elephant Populations, Levels of Illegal Killing and the Trade In Ivory: A Report To The Cites Standing Committee
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Muito bom sabermos destes números. Esta é o fato de que, com fiscalização e boa vontade conseguimos reverter os extermínios e extinções.
Bom exemplo para o Brasil e Santa Catarina seguirem. Vontade de trabalhar, principalmente dos políticos com suas canetas recheadas de dinheiro.