Salada Verde

Um terço das geleiras do Himalaia está condenado ao derretimento, diz estudo

Mesmo com medidas radicais para conter as emissões de co2 e o aquecimento global, o sumiço do gelo é certo. Perda poderá ir para dois terços se nada for feito

Sabrina Rodrigues ·
5 de fevereiro de 2019 · 8 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Cordilheira do Himalaia. Foto: Pixabay.

Um terço das geleiras do Himalaia poderá derreter até o ano de 2100, devido às emissões de CO2 e às mudanças climáticas, trazendo sérias consequências para quase dois bilhões de pessoas. Esse é o alerta do estudo The Hindu Kush Himalaya Assessment – Mountains, Climate Change, Sustainability and People — publicado na segunda-feira (04) pela revista científica Springer.

No relatório, os pesquisadores informam que mesmo que haja esforços radicais para reduzir as emissões de carbono e o aquecimento global em 1,5ºC, trinta e seis por cento das geleiras ao longo da cordilheira do Hindu Kush e do Himalaia (área conhecida como HKH) irão embora até 2100. Pior ficará se nada realmente for feito. No mesmo documento, os estudiosos alertam também que se as emissões não forem reduzidas, a perda aumentará para dois terços.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



A região HKH vai do Afeganistão até Mianmar, no sul da Ásia, e é o terceiro pólo do planeta, abrigando mais gelo do que em qualquer lugar fora do Ártico e da Antártida. O HKH inclui também as duas montanhas mais altas do mundo, o Monte Everest e o Monte K2.

As geleiras exercem um papel fundamental para as 250 milhões de pessoas que vivem na região do Hindu Kush-Himalaya (HKH). Isso sem falar nas 1,65 bilhão de pessoas que dependem das águas das geleiras que deságuam em dez bacias hidrográficas, essenciais para a manutenção do consumo humano, de irrigação e energia de povos de parte do Afeganistão, Bangladesh, Butão, China, Índia, Mianmar, Nepal e Paquistão.

Segundo o estudo, entre os motivos para o derretimento das geleiras estão o aumento da poluição do ar e da temperatura. Os pesquisadores informam que caso as previsões do relatório se confirmem, as consequências para a região irão desde a diminuição do fornecimento de alimentos e água até o aumento de um deslocamento populacional em massa.

Saiba Mais

The Hindu Kush Himalaya Assessment – Mountains, Climate Change, Sustainability and People

 

Leia Também

60 abaixo de zero nos EUA. Cadê o aquecimento global?

Derretimento de geleiras no oeste da Antártica parece irreversível

Concentração de CO2 diminui nutrientes nos alimentos

 

  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020. →

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
28 de agosto de 2018

Concentração de CO2 diminui nutrientes nos alimentos

Cientistas da Universidade de Harvard publicaram estudo apontando que em 2050, a estimativa é que 175 milhões de pessoas fiquem deficientes em zinco e 122 mi, em proteínas →

Notícias
13 de maio de 2014

Derretimento de geleiras no oeste da Antártica parece irreversível

Pesquisadores da NASA detectaram padrões de derretimento nesta região da Antártica que indicam ser impossível a reversão do processo. →

Notícias
31 de janeiro de 2019

60 abaixo de zero nos EUA. Cadê o aquecimento global?

Bem aqui. Enquanto o vórtice polar gela os ossos dos moradores de Chicago, o Brasil e a Austrália tostam no verão mais quente e seco dos últimos anos →

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.