Vídeos

Agenda de desenvolvimento de áreas protegidas ainda precisa avançar

Fundo Vale lança no VII CBUC publicação sobre Amazônia para discutir integração econômica e conservação.

Fabíola Ortiz ·
28 de setembro de 2012 · 12 anos atrás

Natal (RN) – Avançar na agenda do desenvolvimento de áreas protegidas no Brasil é um dos desafios para a conservação da natureza e da inclusão sócio-econômica. Este é o foco do livro “Áreas Protegidas: Série Investigação – Transformação e Desenvolvimento”, lançado na última noite do VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), realizado nesta semana na cidade de Natal.

Em entrevista a ((o))eco, a diretora de operação do Fundo Vale, Mirela Sandrini, defendeu a integração de mecanismos econômicos como forma de fortalecer a consolidação de áreas protegidas.

“A gente buscou reunir em um livro todas as pessoas que tem avançado no tema de áreas protegidas e estão engajadas nas questões de mecanismos econômicos, da sociedade e com um olhar no viés ambiental”.

A publicação reuniu 39 autores com diferente expertise representando poderes públicos, universidades, centros de pesquisa e organizações ambientais.

Segundo Sandrini, os maiores desafios para o desenvolvimento sócio-econômico e a conservação da natureza são a regularização fundiária e o envolvimento das populações tradicionais na preservação.

“Um desafio para o futuro é avançar no pagamento por serviços ambientais. Deixamos uma mensagem de desafio do futuro para abrir a possibilidade de conciliarmos a conservação, o desenvolvimento social, cultural e econômico das populações”, explicou Sandrini.

O livro de áreas protegidas enfoca em projetos e iniciativas no bioma Amazônia e é o segundo da série que iniciou tendo como tema sobre municípios verdes.

A grande aposta para o desenvolvimento de áreas protegidas são os mecanismos econômicos através do pagamento de serviços ambientais, admitiu Sandrini.

“A gente ainda tem um universo muito incipiente de proposições, há muita teoria a respeito do assunto e a gente espera que a publicação seja inspiradora para avançarmos no pagamento por serviços ambientais”.

Apesar de o enfoque ser para ações na Amazônia, a publicação tem artigos que podem ser replicáveis a outros biomas, argumentou Sandrini.

“Nós procuramos dar voz às tendências e discussões que ficam no impasse teórico e acumular o conhecimento”, destacou.

 

  • Fabíola Ortiz

    Jornalista e historiadora. Nascida no Rio, cobre temas de desenvolvimento sustentável. Radicada na Alemanha.

Leia também

Notícias
12 de julho de 2024

Aprovado, PL do hidrogênio abre brechas para alta emissão de carbono, alertam ONGs

Nota da Coalizão Energia Limpa e do Observatório do Clima critica aumento do limite de emissões e risco de utilização de combustíveis fósseis na produção do hidrogênio; projeto vai à sanção

Notícias
12 de julho de 2024

Rios amazônicos recebem 182 mil toneladas de plástico por ano

Bacia Amazônica já é a segunda bacia hidrográfica mais poluída do mundo, alertam pesquisadores

Salada Verde
12 de julho de 2024

Indígenas se reúnem para discutir restauração ecológica

Técnicas desses povos para recuperar ambientes naturais podem ser incorporadas em políticas públicas nacionais

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.