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O Eco+ | Edição #291 | maio/2026

O Eco+ | Edição #291 | maio/2026

10 de maio de 2026


Na madrugada de sexta-feira (1º), homens armados invadiram a Pousada Toca do Lobo, na Serra da Chapadinha, sul da Chapada Diamantina, e ameaçaram o casal de ambientalistas Alcione Correa e Marcos Fantini, que atua pela criação de uma unidade de conservação na região. Em entrevista a Duda Menegassi, que acompanha desde 2023 a luta do casal para proteger o local ameaçado por mineradoras, Alcione afirmou que sete criminosos encapuzados invadiram a propriedade, apontaram armas e disseram que eles “atrapalhavam o progresso” da Chapadinha. Os invasores reviraram a pousada, atearam fogo em alguns objetos e levaram computadores, celulares, HDs, rádios e uma pistola legalizada. “Arma na cabeça, arma na boca, ameaçaram fazer marca de ferro na gente… Não sei como não mataram a gente”, desabafa Alcione. 

Sob a superfície, entre o Farol da Barra e o Forte de Santa Maria, em Salvador (BA), está um parque desconhecido da população. O pequeno Parque Natural Municipal Marinho da Barra (PNMMB), que possui 322.143 m², equivalente a 45 campos de futebol, tem água cristalina e morna na maior parte do ano. Quem mergulha por ali, conta a repórter Julia Moa, encontra cardumes e mais de 200 espécies de peixes, como o budião-azul, ameaçado de extinção, além de estrelas-do-mar, arraias, corais, polvos, tartarugas e, eventualmente, a passagem de baleias-jubarte nas proximidades. No mesmo espaço, três naufrágios centenários tombados e protegidos como patrimônio cultural configuram um sítio arqueológico subaquático. Criado por decreto em 2019 como a primeira Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral marinha de Salvador, o parque permanece, sete anos depois, sem plano de manejo e ações de fiscalização que garantam a integridade da área protegida.

Um sítio arqueológico com pinturas rupestres foi vandalizado com pichações no Parque Nacional Serra do Cipó, em Minas Gerais. O crime foi denunciado por um guia que levava um grupo de turistas ao sítio, nomeado “Lapa dos Congonhas”, na última quinta-feira (30/04) e divulgado esta semana. Em resposta ao ato de vandalismo, o ICMBio interditou temporariamente a visitação ao local, onde estão também as cachoeiras das Congonhas, e iniciou uma linha de denúncias sobre o ocorrido. As imagens, que circularam em redes sociais, não foram oficialmente divulgadas pelo órgão ambiental, como decisão para não dar publicidade às pichações e correr o risco de estimular novas ocorrências do tipo na unidade. “Nós sabemos que existe uma cultura de competição entre pichadores, que querem essa publicidade, e decidimos não divulgar as imagens da pichação justamente para não publicizá-la, o que poderia levar a novos episódios de vandalismo”, explica o gestor do parque, Gabriel Rezende, em entrevista a repórter Duda Menegassi. O ato de vandalismo configura crime contra o patrimônio natural e cultural, com o agravante de ter sido cometido numa unidade de conservação. A Polícia Federal e a Polícia Militar Ambiental de Lagoa Santa foram notificadas, com a lavratura de um boletim de ocorrência e abertura da investigação.

Boa leitura!

Redação ((o))eco

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· Conservação no Mundo ·

Acordo desfeito. O governo Trump anulou um acordo negociado com os povos indígenas do Alasca, vendeu suas terras protegidas para empresas petrolíferas e ignorou uma ordem judicial federal. As áreas onde fica maior lago do Ártico do Alasca foram para a ExxonMobil e 500 pessoas aprenderam o que as comunidades indígenas em todo o continente aprendem há quatrocentos anos: que os Estados Unidos assinam qualquer coisa e não honram nada quando há dinheiro envolvido. [More than just parks]

Cuidar de onde se pisa. Enquanto o status de ameaça de espécies como pinguins-imperadores, focas-de-pelo e pandas costuma ganhar manchetes ao redor do mundo, uma ameaça de extinção ainda mais grave está emergindo no solo sob nossos pés, segundo uma nova pesquisa liderada pela Conservation International e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O estudo, publicado pela Cambridge University Press e reunindo a expertise de 44 cientistas, concluiu que uma em cada cinco espécies dependentes do solo analisadas está globalmente ameaçada, enquanto muitas ainda não possuem dados suficientes para determinar o nível de risco de extinção. Das mais de 8.500 espécies revisadas, mais de 40% estão ameaçadas ou carecem de dados adequados. [Earth.org]

· Dicas Culturais ·

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Ornitografia: A Linguagem Secreta das Aves | Jessica Roux 

A ilustradora e autora best-seller Jessica Roux convida o leitor a se encantar pelas aves através de uma publicação que combina arte, mitologia e história. Do astuto corvo, que carrega segredos entre o mundo dos vivos e dos mortos, ao majestoso pavão, símbolo de realeza e reverência, cada uma das cem aves é apresentada com detalhes que vão muito além de suas penas coloridas.

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Natureza Macabra: Plantas | Amy Stewart 

Uma listagem extensa de plantas venenosas, intoxicantes, perigosas, dolorosas e destrutivas. É o que apresenta Amy Stewart neste guia ilustrado da DarkSide® Books que integra o conjunto Natureza Macabra, composto por três livros. Neste guia, Stewart desvenda um mundo oculto de perigos botânicos que promete entreter e ensinar os mais ousados jardineiros e amantes da natureza.

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Culinária à brasileira: receitas com ingredientes da sociobiodiversidade | WWF-Brasil

A relação entre alimentação, saúde e meio ambiente ganha novos contornos com o lançamento de “Culinária à brasileira: receitas com ingredientes da sociobiodiversidade”. A iniciativa do WWF-Brasil propõe uma experiência gastronômica que aproxima o público da diversidade de biomas e territórios do país, sem sair de casa. A obra, disponível gratuitamente, reúne pratos elaborados por chefs, nutricionistas, cozinheiras e comunidades tradicionais com ingredientes nativos como baru, pequi, babaçu, cupuaçu e licuri.

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