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Trilha Volta ao Rio é percorrida pela primeira vez em expedição de 2.200 km

Montanhista Luiz Aragão levou 127 dias para percorrer trechos da rota, que conecta mais de 50 municípios e quase 100 Unidades de Conservação no estado

Luisa Teixeira ·
17 de setembro de 2026
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O montanhista e voluntário Luiz Aragão, de 60 anos, concluiu no dia 8 de setembro uma expedição de 2.200 quilômetros pela Trilha Volta ao Rio, no estado do Rio de Janeiro. Foram 127 dias de viagem, entre 1º de maio e 8 de setembro, com início e fim no Parque Nacional da Tijuca, aos pés do Cristo Redentor.

A expedição percorreu diferentes regiões do estado e combinou caminhada, bicicleta e navegação de caiaque. Entre os trechos estão caminhos que descem do Parque Estadual do Desengano em direção ao litoral e cerca de 100 quilômetros percorridos pelo rio Paraíba do Sul.

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Montanhista Luiz Aragão que percorreu o Rio em 127 dias. Foto: Divulgação.

A Volta ao Rio é uma iniciativa da Rede Brasileira de Trilhas e tem como proposta conectar diferentes trilhas e áreas naturais do estado. Atualmente, a rota passa por mais de 50 municípios, mas o projeto prevê a integração dos 92 municípios fluminenses. O percurso completo deverá ter cerca de 3 mil quilômetros.

Durante os quatro meses em campo, Aragão também realizou o levantamento de informações sobre os caminhos percorridos. Foram registrados dados como altimetria, pontos de água e de resgate, tempo de deslocamento, locais de hospedagem e empreendimentos existentes nas regiões atravessadas pela rota.

O percurso se relaciona com quase 100 Unidades de Conservação federais, estaduais e municipais. Entre elas estão o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o Parque Estadual dos Três Picos, o Parque Nacional do Itatiaia e o Parque Estadual do Desengano.

A conexão entre essas áreas protegidas atravessa ambientes distintos, dos campos de altitude da Região Serrana ao litoral. A proposta também inclui comunidades localizadas no entorno dos caminhos, que podem ser beneficiadas pela circulação de visitantes e pelo turismo de natureza.

Para a Rede Brasileira de Trilhas, a presença de visitantes pode contribuir para a valorização das áreas naturais e para a economia de pequenas comunidades rurais. A circulação pelas trilhas também pode ampliar o conhecimento sobre os ambientes

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