Salada Verde

Caçadores são presos em flagrante no Parque Nacional da Tijuca

Os dois caçadores estavam dentro do parque na noite de quarta com cães de caça e uma paca já abatida. Soma das multas é de R$ 40 mil e pena pode chegar a três anos

Duda Menegassi ·
12 de junho de 2026
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Dois caçadores foram presos em flagrante por fiscais do ICMBio dentro do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (10). Os homens, de 62 e 49 anos, estavam em um veículo acompanhados de sete cães de caça e já haviam abatido uma paca. Eles foram levados para a Superintendência Regional de Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde prestaram depoimentos. A investigação segue com a Polícia Federal. Ao todo foram emitidas quatro multas por infração e crime ambiental, num total de R$ 40 mil. Os dois caçadores podem enfrentar ainda até três anos de prisão.

A operação do ICMBio foi fruto de uma denúncia recebida pelo Fala.BR, plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação do poder executivo federal, e contou com apoio de policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar do Rio.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Os homens respondem pelo crime de caça profissional e por maus-tratos contra os cachorros, que também foram apreendidos e estão sob tutela do advogado de um dos caçadores. Já o corpo da paca (Agouti paca), que apresentava diversas mordidas feitas pelos cães, será encaminhado para análise na Universidade Veiga de Almeida.

Os caçadores foram abordados dentro do Parque Nacional da Tijuca por volta das 20h, dentro de um veículo, junto aos cachorros e com equipamentos como redes, facas, facões, cordas, correntes, lanternas, roupas de camuflagem, linhas de nylon para armadilhas, medicamentos para dopar animais, perneiras e soro antiofídico.

“Graças a informações anônimas que chegaram pela plataforma Fala.BR, ações recentes de fiscalização ambiental na região do Parque Nacional da Tijuca estão sendo realizadas com o envolvimento de diferentes órgãos e instituições”, destaca nota da assessoria do parque, que recentemente resgatou um macaco-prego (Sapajus spp.) mantido acorrentado em uma residência vizinha à unidade de conservação.

Canais de denúncia:

Denúncias sobre tráfico, maus-tratos, abuso ou mutilação de animais silvestres pode ser feitas pela plataforma Fala.BR : https://falabr.cgu.gov.br/v2/manifestacoes/registrar e pelo Linha Verde do Disque Denúncia, no número 2253-1177 (que recebe tanto ligação telefônica quanto mensagens de WhatsApp).

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
5 de junho de 2026

Macaco-prego que era mantido acorrentado em casa no Rio de Janeiro é resgatado

Além dos maus-tratos, casal não apresentou nenhum documento que comprove origem legal do animal ou autorização para mantê-lo na residência

Reportagens
20 de maio de 2026

Entre animais e motosserras: os desafios do resgate de fauna em obras licenciadas

Rotina em campo revela as dificuldades enfrentadas por equipes que atuam no resgate de animais silvestres em obras licenciadas de linha de transmissão

Colunas
9 de abril de 2026

O capitão Kirk e o papagaio engaiolado

A morte do cão Orelha causou indignação nacional. Estamos maduros para falar da morte e cativeiro de milhares de papagaios e outros bichos?

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.